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As tarifas da telefonia fixa ficarão
mais baratas neste ano, segundo decisão tomada ontem
pela diretoria da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).
Trata-se da primeira redução linear desde a privatização
das teles, em 1998, e vale para as chamadas locais entre
telefones fixos e para a assinatura mensal.
Os índices de redução são diferenciados
por empresa. No caso da Telefônica (que atua em São
Paulo), as tarifas ficarão 0,3759% mais baratas. A Telemar
(Estados do Sudeste, Nordeste e Norte) terá que aplicar
o maior índice de redução, de 0,5134%, seguida da Brasil
Telecom (Sul, Centro-Oeste e Norte), com queda de 0,4222%.
A CTBC Telecom, que presta serviços
no Triângulo Mineiro, irá reduzir suas tarifas em 0,4009%
e a Sercomtel, que opera na região de Londrina (PR),
aplicará o índice negativo de 0,3759%.
O valor do cartão telefônico será
reduzido em 0,43% em todas as empresas. A redução foi
divulgada pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa,
no início da tarde. Entretanto, por uma indefinição
do próprio governo em torno do nome do novo presidente
da Anatel, a redução das tarifas ainda não tem data
para chegar ao consumidor.
Isso porque a decisão do conselho
diretor da agência só terá validade a partir da publicação
no “Diário Oficial” da União de um ato do presidente
do Anatel, que está sem comando desde 8 junho.
Ciente do que ele mesmo chamou de
um “impasse”, Hélio Costa disse que espera resolver
a situação até o fim desta semana. Ele vai discutir
o assunto com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff,
na tarde de ontem.
O ministro afirmou que indicará ao
Planalto um nome de um técnico ‘sem divergências políticas’
para a presidência da Anatel. Definido esse nome, o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá nomear o
conselheiro José Leite Pereira Filho como presidente-substituto
do órgão, referendando a indicação do próprio conselho
diretor da agência, feita há mais de um mês.
Desta forma, a agência poderia manter
suas atividades sem problemas até que o novo presidente
definitivo fosse aprovado pelo Senado e nomeado pelo
presidente, o que pode levar alguns meses.
Os índices divulgados pelo Ministério
das Comunicações valerão tanto para a assinatura básica
mensal (valor mínimo pago pelo consumidor) quanto para
o pulso (consumo).
O reajuste é diferenciado por operadora
porque considera a variação do IGP-DI entre junho de
dezembro do ano passado (-0,75%), o IST (Índice de Serviços
de Telecomunicações) de janeiro a maio deste ano (1,37%),
e um fator de produtividade, baseado nos ganhos de eficiência
de cada empresa, que variou de 0,9% (no caso da Telefônica
e Sercomtel) a 1,3% (caso da Telemar).
O reajuste foi negociado pela Anatel
com as concessionárias de telefonia fixa, mas o ministro
admitiu que conversou informalmente com as empresas
para demonstrar que não concordaria com a aplicação
de índices diferenciados para os itens da cesta de serviços
(assinatura e pulso), apesar de isso estar previsto
nos contratos de concessão.
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