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Começou a temporada
de caça ao voto
Findo, como decerto se encerrou ontem,
o prazo para inscrições de candidaturas visando a eleição
do dia primeiro de outubro em todos os níveis já previstos,
é de se esperar que já a partir de hoje comece a temporada
de caça ao voto por parte desses mesmos candidatos e
partidos políticos já homologados. E neste ano da graça
de 2006 com todo aquele diferencial proporcionado pela
nova legislação que está a reger a refrega eleitoral.
Os partidos, agremiações, coligações
e, em especial, todos os candidatos, todos, indistintamente,
estão se munindo de todas as armas que estão à sua disposição
para tentar conquistar o eleitor. E este, por sua vez,
também deve se municiar com tudo aquilo de que possa
dispor a fim de fazer a escolha legítima, verdadeira,
inquestionável e que, no seu entendimento, vai significar
o melhor para a comunidade onde se insere.
Observa-se então que a partir de hoje
também começa a validar o prazo bem curto para que os
partidos ponham nos seus trilhos os arranjos que foram
feitos entre si e assim passarem a contar com todas
as condições mínimas para chegar ao eleitor denotando
alguma programação, eficiência e, antes de tudo, com
ética e responsabilidade.
E aqui cabe uma ressalva interessante:
não se trata apenas de utilização por este ou aquele
partido ou candidato do melhor marketing ou apenas que
demonstrem todo o poderio disponibilizando recursos
financeiros. Nada disso. Antes de tudo, a objetividade
e o respeito à democracia devem nortear as ações políticas
a partir de agora.
À sociedade como um todo vai competir
e está bem atenta a tudo quanto ocorre, pois se acontecer
algo em contrário ela própria corre o grave risco de
ver se reproduzirem em plena campanha eleitoral episódios
confusos e desconexos que marcaram a etapa anterior
às convenções.
É de se esperar que a campanha que
ora se inicia sirva para mais um ensinamento ao eleitor.
Em especial naquele rumo de que a democracia exige de
todos uma participação efetiva e consolidada no processo.
Mas que isso só se dará se não houver desvirtuamento
de parte de quem está no centro das atenções disputando
o voto e até mesmo daqueles que vão escolher os que
efetivamente serão eleitos. Caso essas distorções não
ocorram certamente prevalecerá a tão sonhada democracia
plena.
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