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Início
de campanha
Há notícias sobre pesquisas
eleitorais no Rio Grande do Norte para todos os gostos.
Alguns políticos concederam entrevistas que vão da simples
aceitação dos fatos à tentativa de confundir a opinião
pública. Tem até declaração de que a campanha vai ser
muito disputada, mas que candidato tal vencerá com muita
facilidade. No resumo geral dessas opiniões, as eleições
majoritárias serão disputadas palmo a palmo, enquanto
que nas proporcionais o governo levará vantagem. Isso,
é claro, se as eleições fossem hoje.
Na oposição, o maior
problema é superar as dificuldades entre adversários
tradicionais. PMDB e PFL sempre estiveram em campos
opostos e alguns reagem em relação a essa nova aliança.
Geralmente é o grupo oposicionista local que não aceita
subir no mesmo palanque do prefeito. Entretanto, há
prefeitos que não aceitam a presença de alguns candidatos
em seus palanques. Dependendo do resultado do pleito,
haverá maior ou menor prestígio para o grupo, quando
das eleições municipais em 2008. A disputa estadual
não se sobrepõe ao problema local.
No governo também existem
problemas. Um deles é a dificuldade do fechamento da
chapa para o Senado. O lançamento da candidatura de
Geraldo Melo levou alguns apoios que deveriam fechar
com a coligação aliada, da mesma forma que dividiu a
oposição. Os peemedebistas tradicionais preferem votar
no ex-senador a dar um voto a uma candidata do PFL.
Neste, por sua vez, existem os recalcitrantes que desconfiam
do candidato do PMDB, que poderá não corresponder no
futuro próximo. Tudo isso é questão de acomodação e
poderá ser superado no decorrer da campanha. No momento,
entretanto, essa é a realidade.
Desde ontem todas as
candidaturas estão registradas. A partir de hoje, a
campanha política pode ser oficialmente deflagrada.
Enquanto isso não foi possível, os candidatos realizaram
reuniões fechadas com almoços e jantares. Garibaldi
e Ney Lopes iniciaram essa movimentação, mas a governadora
Wilma de Faria, inaugurando obras e visitando os municípios
também promovia sua movimentação. Com apenas dois candidatos
ao governo, não haverá segundo turno no Rio Grande do
Norte. A eleição será decidida e conhecida no dia primeiro
de outubro.
Diferentemente das
vezes anteriores, a campanha atual poderá perder o brilho
e o entusiasmo. Sem showmícios e passeatas, os candidatos
terão que investir mais no programa eleitoral gratuito.
Será uma experiência interessante que poderá tornar
o processo mais civilizado trazendo, inclusive, menos
prejuízo para a economia local. A polarização maior,
como sempre acontece, será entre as candidaturas de
Wilma e Garibaldi. O desempenho de cada um refletirá
no resultado dos demais candidatos da coligação.
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