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O PT estipulou um limite de R$ 89
milhões para os gastos com a campanha do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição, prevendo a realização
de dois turnos. Na campanha do principal adversário
de Lula, Geraldo Alckmin (PSDB), a previsão de gastos
ficou R$ 4 milhões abaixo: R$ 85 milhões.
Considerando que a campanha oficial
se inicia em 6 de julho e se encerra em 28 de outubro
(a data do segundo turno é 29 de outubro), serão ao
todo 114 dias de eventos e propaganda, até o segundo
turno. A divisão do valor de R$ 85 milhões por cerca
de quatro meses equivale a R$ 21,2 milhões por mês,
ou aproximadamente R$ 745 mil por dia de campanha.
O teto do PT é uma estimativa a ser
registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Em
2002, o gasto da campanha presidencial foi de R$ 39,3
milhões (referentes a despesas do comitê financeiro
nacional e dos gastos do candidato), e o teto declarado
foi de R$ 56 milhões.
O presidente nacional do PT, Ricardo
Berzoini, afirmou que o partido espera contar com a
contribuição de empresas e pessoas físicas.
A crise política, que teve como origem
o caixa dois nas campanhas, levará os partidos a optar
pela cautela na declaração de estimativa de gastos para
a eleição presidencial deste ano.
"Vamos agir no limite da lei
e caixa dois é ilegal", afirmou o presidente do
PT. "Nós não vamos fazer caixa dois", reiterou
José de Filippi Júnior, tesoureiro da campanha de Lula.
Para evitar o que aconteceu na campanha
passada, o PT promete não repassar recursos para os
partidos aliados. De acordo com Berzoini, a legenda
vai reforçar com recursos as campanhas estaduais do
próprio PT.
O lançamento oficial da campanha do
presidente Lula à reeleição ocorrerá no próximo dia
13, em São Bernardo do Campo. Será um jantar de arrecadação
de recursos para a campanha, no restaurante São Judas
Tadeu.
Na campanha de Alckmin, o valor declarado
de R$ 85 milhões, como limite, contrasta com o discurso
do tucano de que fará a campanha com as "sandálias
da humildade" e com "o menor gasto possível".
"Nós faremos uma campanha pé
no chão, com humildade. Será uma boa campanha com o
menor gasto possível", disse Alckmin, após reunião
com a coordenação política da campanha.
O valor que os candidatos pretendem
gastar nas campanhas é uma determinação da lei eleitoral.
Definido o teto, eles ficam proibidos de ultrapassar
este patamar. Por essa razão, a maioria dos candidatos
estabelece um teto alto para não ter problemas com a
Justiça depois da campanha caso a arrecadação supere
as expectativas.
Como os valores são próximos, Alckmin
evitou polemizar o teto definido pelo PT. "Não
quer dizer que ele vai gastar tudo isso", esquivou-se.
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