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Oficina
irritada
Longe da
amenidade e graça do soneto de Drummond,
de onde tomo emprestado o título para este
raciocínio desimportante, vejo que as redações
de jornal (pelo menos algumas de nossa aldeia)
mais parecem estúdios de rádio ou gravadoras
de “música” do que qualquer outra coisa.
De modo que me impressiona como os jornalistas
e diagramadores de agora, principalmente
esta última categoria — salvem-se as exceções
— conseguem trabalhar à vontade e responder
satisfatoriamente por seus afazeres sob
tão intenso e incessante desfile musical.
Pois hoje, com a presença do computador
e a “mundialização” da Internet, nossa jovem
e elétrica imprensa dispõe de uma verdadeira
discografia embutida nos seus micros. Daí
que cada um, por meio das caixinhas de som
dos computadores, reserva-se ao direito
(embora os gostos sejam tão parecidos) de
ouvir o que bem entende e no volume que
desejam. Assim, fico deveras impressionado
com o bem-estar e o grau de aproveitamento
desses jovens no meio de imprensa, onde
— isto pelo menos é o que imagino — concentração
é fundamental... Bem diferente das velhas
salas redacionais, aquelas onde outrora
se ouvia apenas a onomatopéia aguda das
máquinas datilográficas e o tilintar das
xícaras de café sobre os pires. Mas esta
é uma nostalgia que me não pertence. E neste
exato minuto, enquanto perco a concentração
e desabo sobre o lugar-comum da última hora,
nossa “oficina irritada” trabalha a todo
vapor (e volume) na edição de mais um dia.
Queda
do dólar
Entendo
tanto de câmbio quanto de física quântica,
mas tenho boa memória. Lembro, por exemplo,
que em todas as campanhas eleitorais, Lula
sempre enfrentou o dólar. O valor da moeda
americana subia na proporção em que ele
aumentava seus índices no Ibope. Agora,
“passado o perigo”, o dólar vem baixando
que é uma beleza. Se continuar nessa balada,
em um ano valerá menos que um peso argentino.
Tomara.
Coisa
de novela
Em breve,
o Legislativo areia-branquense será tema
de produção televisiva. O título já foi
escolhido: “A Câmara dos 7 presidentes”.
O povo inventa cada uma.
Mídia
A grande
pergunta que se faz em Brasília é a seguinte:
qual o comportamento da Veja durante o mandato
do petista Lula? A publicação sempre gostou
de estar ao lado de quem governa. No bom
sentido, claro.
Cântico
Negro (Fragmento)
José
Régio
Eu
tenho a minha Loucura!
Levanto-a,
como um facho, a arder na noite escura,
E
sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus
e o Diabo é que me guiam, mais ninguém!
Todos
tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas
eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci
do amor que há entre Deus e o Diabo.
Protesto
Antes de
dar crédito a espertalhões, alguns desavisados
deveriam pelo menos ter o trabalho de dar
uma olhada nos jornais. É comum ver nome
de gente ‘posuda” na lista daqueles que
têm títulos protestados em cartório. Tem
tanto nome bonito...
Formatura
Será no
próximo sábado, dia 11, a solenidade de
formatura dos concluintes dos cursos de
Agronomia e Veterinária de 2002, da Escola
Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM).
Às 20h, no auditório Cônego Amâncio Ramalho.
Educação
Aliás,
quem conhece de perto a educação mossoroense
sabe que, apesar dos esforços da gerente
Niná Rebouças, a prefeita Rosalba Ciarlini
tem sido madrasta com o setor.
Livraria
Mossoró
poderá ficar sem a A.S. Livros. A direção
da matriz, em Natal, parece pouco satisfeita
com os resultados obtidos em solo mossoroense
e já fala na desativação da unidade local.
Ano
novo
Contas
velhas: IPVA, mensalidade escolar, IPTU...
Livro
Amanhã,
às 18h, na A.S. Livros, acontece o lançamento
do livro “Os Naturalistas e o Ceará”, de
autoria do pesquisador Melquíades Pinto
Paiva. O escritor, que é cearense de Fortaleza,
será saudado pelo jurista Paulo Linhares.
A publicação tem o apoio da Faculdade Vale
do Jaguaribe (FJV), Escola Superior de Agricultura
de Mossoró (ESAM), Fundação Vingt-un Rosado
(FVR), Academia Mossoroense de Letras (AMOL),
Instituto Cultural do Oeste Potiguar (ICOP),
Fundação Ozelita Cascudo Rodrigues e prefeitura
de Mossoró.
De fora
Mossoró
caiu duas posições no Índice de Desenvolvimento
Humano (IDH). Segundo as más línguas, o
desempenho só foi pífio porque a Organização
das Nações Unidas (ONU), que organiza a
pesquisa, não levou em consideração a beleza
das praças construídas pela prefeitura.
Ah, bom...
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