Garibaldi diz que não teme ação imposta por Wilma

LUÍS JUETÊ
Da Editoria de Política

Garibaldi Filho afirmou estar tranqüilo em relação à ação imposta pela coligação Vitória do PovoO ex-governador e senador diplomado Garibaldi Filho (PMDB), em entrevista concedida na tarde de ontem, com exclusividade a O Mossoroense, disse estar bastante tranqüilo em relação ao pedido de impugnação da sua eleição, proposto pela coligação Vitória do Povo, que elegeu a ex-prefeita de Natal, Wilma de Faria (PSB), ao governo do Estado.

Para ele, a ação de impugnação contestando a sua eleição, como também a do deputado federal Henrique Alves (PMDB), tem conotação política e seria uma espécie de represália da governadora Wilma de Faria por conta da ação apresentada pela coligação Unidade Popular, três dias depois da sua diplomação, contra Wilma, questionando a sua eleição. A ação contesta a eleição de Garibaldi e Henrique, alegando o uso da máquina administrativa do Executivo estadual para o beneficiamento das duas postulações.

“Eu achei que a ação, que partiu da coligação Vitória do Povo, está dentro de um contexto de vindica política”, observou o senador Garibaldi Filho, deixando claro que está bastante tranqüilo em relação ao assunto e que não existe o temor de uma possível cassação do seu mandato.

Garibaldi disse ainda que a sua assessoria jurídica analisou os documentos apresentados pelos advogados da coligação Vitória do Povo e chegou a conclusão de que falta maior embasamento. “Meus advogados analisaram a tese e concluíram que a ação está fraca e sem consistência”, explica. O senador disse ainda que está aguardando de forma tranqüila a decisão judicial, mas sempre enfatizando que não acredita na perda do seu mandato como senador.

OPOSIÇÃO – O senador Garibaldi revelou ainda que os partidos que integram a coligação Unidade Popular (PMDB, PSDB e PPB) já alimentam a idéia de se unificarem em um bloco de oposição para atuar de forma inteligente e atuante nos próximos quatro anos. Garibaldi disse que os representantes dos três partidos se reunirão em breve, para discutir as ações da oposição no Rio Grande do Norte. A reunião, segundo ele, deverá ser marcada dentro dos próximos dois meses, em data que será definida na seqüência.    

 

 

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Mossoró-RN, terça-feira, 7 de janeiro de 2003