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Divisão
de cargos
Quantos
cargos federais serão nomeados no Rio Grande
do Norte? Os integrantes do PT, em nosso
Estado, chegaram a falar em cerca de 275
indicações. Lembro que, no início da legislatura
1999/1993, os parlamentares indicaram 12
funções. Dessas, quatro passaram a ser escolhidas
por concurso público, diminuindo para oito.
Ficaram de fora as agências da Previdência
Social e o Incra. Os políticos também não
puderam interferir nas indicações para a
área econômica e da saúde.
Os jornais
de ontem falam em uma diminuição dos quase
trezentos para 25 cargos públicos federais.
Assim, acirrou-se a disputa que se fazia
entre os representantes do PT, tendo que
dividir com outros que votaram em Lula no
segundo turno. Seriam cargos menos importantes,
somente para agradar os que sempre foram
adversários tradicionais do partido.
Os coordenadores
políticos do atual governo entenderam, logo
cedo, a necessidade de contar com
o apoio do maior número possível de parlamentares,
independentemente da conduta filosófica
de cada um. Com isso, iniciou-se o entendimento
com todos os partidos, inclusive o PMDB.
Este, depois de alguns contratempos na negociação
dos ministérios e na eleição dos presidentes
da Câmara e do Senado volta a ser cortejado
pelo Executivo. Depois de indicar o senador
Fernando Bezerra, ex-presidente da CNI e
ex-ministro do governo Fernando Henrique
Cardoso, o senador Aloísio Mercadante foi
autorizado a negociar e entregar a liderança
do governo no Senado a um representante
do PMDB.
Formada
a aliança nacional, o governo Lula passará
a ter o apoio de todas as forças políticas
do nosso Estado. Esse novo quadro implicará
na divisão da indicação dos cargos federais.
As conseqüências ainda são imprevisíveis,
mas a frustração, com toda certeza, é muito
grande. Os representantes locais do PT não
esperavam dividir o poder com aqueles que
sempre combateram e representam a antítese
do seu pensamento.
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