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Se
for para reformar para pior é melhor
ficar como está
A palavra
de ordem agora é reformas já. Todos estão
falando em reformar, só não sabemos como
se darão. No entanto, pelas declarações
de algumas autoridades governamentais credenciadas,
para a população os planos reformistas não
são alvissareiros para seus interesses.
Não se vislumbram melhorias em seu benefício.
Tomemos,
por exemplo, a reforma previdenciária. Os
agentes governamentais alardeiam a sua iminente
quebradeira caso não se mude o sistema.
Mais uma vez pegam os funcionários públicos
como bode expiatório para o rombo existente
Esquecem que enquanto o trabalhador da empresa
privada contribui com 7% do seu salário
para a previdência, o funcionário público
o faz com 11% para ter direito à aposentadoria
integral. Que anos e mais anos de recessão
fizeram diminuir o número de contribuintes
para a seguridade social. São milhões de
desempregados e subempregados vivendo na
informalidade. Além do que, o governo não
arrecada parte do CPMF, contribuição sobre
o lucro e ainda por cima, a União não repassa
o que deve a previdência. E existem também
as distorções dos poucos marajás que ganham
aposentadorias astronômicas, a sonegação
e as fraudes costumeiras no sistema. Se
essas questões fossem solucionadas, não
haveria déficit na previdência, pelo contrário
seria superavitária, Waldir Pires quando
ministro da Previdência, comprovou esse
fato. Tocar nos verdadeiros privilégios,
porém, está fora de cogitação.
Então,
qualquer reforma que venha mexer nos direitos
da massa de humildes barnabés, é um escárnio,
uma injustiça sem precedentes com o funcionalismo
público com o único objetivo, beneficiar
os grandes grupos financeiros privados ávidos
pela lucrativa indústria da aposentadoria
complementar e também satisfazer o Fundo
Monetário Internacional(FMI). Não existe
outra justificativa.
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