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Queda
do dólar pode levar exportadores
de melão a prejuízos
A falta
de um norte para o câmbio tem preocupado
quem trabalha com a exportação, este é o
caso dos produtores de melão, a queda do
dólar não atrapalhou as negociações dos
contratos, mas em compensação pode levar
o setor a apresentar prejuízos.
Os contratos
foram fechados em março com os empresários
esperando um cenário em que a moeda norte-americana
estivesse oscilando entre R$ 2,60 e R$ 2,70.
Eles imaginavam estarem vendendo a
caixa a R$ 10,40, mas com o patamar atual
os valores ficaram girando em torno de R$
9,40. "Perder um R$ 1,00 por caixa
é muito para quem trabalha com exportações",
diz o presidente do Comitê de Fitossanidade
do RN (COEX), Segundo Paula.
O que mais
revoltou o presidente da Coex foi o fato
de os insumos estarem ainda no mesmo patamar
de quando o dólar estava a R$ 3,15, para
Segundo Paula deveria haver uma fiscalização
sobre isso. "Precisamos que o governo
tenha uma maior preocupação com isso, porque
se o dólar se valoriza os preços disparam,
quando ocorre o contrário os preços não
caem e isso acontece com os insumos prejudicando
a nossa produção", analisa.
A situação
é complicada a ponto de preocupar até o
futuro dos produtores de melão pessimistas
caso a desvalorização da moeda norte-americana
frente o Real continue. "As exportações
começam agora e não estamos em uma situação
muito boa, se o dólar continuar caindo e
chegar a R$ 2,00 as empresas terão duas
opções ou cumprem os contratos ou quebram,
isso é uma situação que deixa em xeque todos
os exportadores do Brasil", comenta.
CRESCIMENTO
- Apesar da preocupação de Segundo, o crescimento
das exportações continua, a balança comercial
brasileira acumula no ano, até o dia 5 de
junho, superávit de US$ 16,314 bilhões.
A média das exportações nos dias úteis de
janeiro até a primeira semana de junho cresceu
28,6% em relação ao mesmo período do ano
passado, segundo dados da Secretaria de
Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento.
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