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Parreira
confirma time e promete Brasil agressivo
em Buenos Aires
Buenos
Aires - Já em solo argentino, onde enfrentará
a seleção local em confronto válido pela
15ª rodada das eliminatórias sul-americanas,
o técnico do Brasil, Carlos Alberto Parreira,
fez a promessa de mandar a campo um time
com a mesma postura agressiva da vitória
do último domingo sobre o Paraguai por 4
a 1.
"A
tendência é que o Brasil agrida o tempo
todo, assim como a Argentina deverá fazer.
Seria suicídio vir para cá para se defender",
comenta o treinador.
Em entrevista
coletiva, Parreira também confirmou a equipe
que enfrentará a Argentina amanhã, no estádio
Monumental de Nuñez, em Buenos Aires. Apenas
duas alterações serão feitas em relação
ao time que goleou os paraguaios em Porto
Alegre.
No lugar
do zagueiro Lúcio, expulso na partida anterior,
Parreira escalará Juan para formar o centro
da defesa com Roque Júnior. Na lateral-direita,
Cafu, que cumpriu suspensão no domingo,
retorna à equipe na vaga de Belletti.
Desta forma,
Parreira confirma a manutenção do quarteto
ofensivo formado por Kaká, Ronaldinho Gaúcho,
Robinho e Adriano, que agradou na vitória
sobre o Paraguai.
A
tendência é que o Brasil agrida o tempo
todo, assim como a Argentina deverá fazer.
Seria suicídio vir para cá para se defender.
"Toda
a nossa equipe tem a característica ofensiva.
Além dos jogadores de frente, temos volantes
que têm liberdade de chegar ao ataque, como
o Zé Roberto. Sem falar nos laterais, que
apóiam o jogo todo", discorreu o comandante
brasileiro sobre a feição tática que espera
de sua equipe.
Mas, para
viabilizar a formação ofensiva, Parreira
espera que seus jogadores de frente sigam
se sacrificando pela marcação. "Temos
um revezamento na marcação. Todos precisam
contribuir", afirmou.
Diante
da repercussão da declaração de que o choque
Argentina x Brasil de amanhã não passa de
um "amistoso de luxo", Parreira
não alterou o discurso. O treinador se esforçou
para ser didático para explicar que, pela
situação confortável das duas seleções na
tabela de classificação, o maior clássico
do continente não tem contornos de dramaticidade.
"O
jogo vale pela liderança apenas. As duas
equipes estão praticamente classificadas.
Vamos jogar sem o peso da classificação",
analisou o treinador.
Ontem,
os jogadores que não participaram da vitória
de domingo sobre o Paraguai fizeram
um treino físico no centro de treinamento
do Boca Juniors. Hoje, Parreira comanda
o coletivo preparatório para o clássico
diante da Argentina, já no reconhecimento
do gramado do Monumental de Nuñez.
Após 14
rodadas disputadas, a Argentina lidera as
eliminatórias sul-americanas com 28 pontos,
um a mais que o Brasil. A quatro jogos do
final do torneio qualificatório, os dois
rivais estão muito próximos da vaga na Copa
do Mundo de 2006.
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