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O
ciúme dilacerando o amor
Final de
tarde, a esposa liga para o celular do marido
e pergunta se ele já saiu do trabalho. O
cônjuge responde que teve um dia cheio,
atrasou-se um pouco, mas já está saindo.
Vai apenas dar uma carona a secretária até
o ponto de ônibus e logo estará em casa.
A esposa diz que o ama e pede que não demore,
pois preparou um jantar para os dois.
Passados
alguns minutos liga novamente e pergunta
se aconteceu algo, já ele está demorando
muito. Ele diz que o trânsito está lento
e ela responde que só está preocupada, chamando-o
de "meu tudo". Mais ligações em
intervalos curtos e ela se chateia indagando
se ele está vindo de ônibus com a secretária,
diz que não é burra, diz que o marido não
vale nada e que vá jantar na casa da mãe.
Uma cena de ciúme e desconfiança transformou
o que poderia ser um jantar romântico, em
animosidade.
O Espírito
Joanna de Angelis através da psicografia
do médium Divaldo Franco (Livro: Nascente
de Bênçãos), nos oferece sábias orientações
acerca das afeições doentias:
"O
amor nas suas manifestações mais primevas
é portador do instinto de posse que domina
o indivíduo, procurando escravizar aos seus
caprichos e necessidades aquele a quem pensa
amar, tornando-se, dessa forma, uma afetividade
doentia que se faz responsável por transtornos
de conduta muito lamentáveis.
Nesse estado,
infelicita em vez de proporcionar bênçãos,
as horas se tornam sombrias e cheias de
expectativas dolorosas por vivenciar desconfianças
e incertezas, entornando fel na taça da
convivência que se torna cada vez mais difícil...
Nesse comenos,
quando satisfeitos os fortes impulsos carnais,
o ciúme urde tramas de desespero que se
consubstanciam em enrodilhados de armadilhas,
na busca de motivos para confirmar suspeitas
injustificáveis que se tornam cada vez mais
fortes até o desequilíbrio total. (...)
O ser amado, dessa forma, perseguido, torna-se
revoltado e fica ansioso pela libertação,
alimentando o ódio, podendo ocorrer crimes
de difícil reconciliação".
Em um workshop
que assitimos, Divaldo Franco, com muita
propriedade, colocou que todas as vezes
que se buscar a plenitude conjugal, deveremos
compreender que o ser amado tem sua individualidade
e não é a metade de nós. Devemos, portanto,
respeitar os direitos do outro membro de
viver e auto-realizar-se.
O que não
pode ser confundida é essa liberdade traduzir-se
em libertinagem, favorecendo a infidelidade
conjugal, a promiscuidade e os desregramentos
de toda espécie.
Vigiemos
nossa conduta para que não sejamos pedras
no caminho dos outros, causando lesões afetivas
no íntimo daqueles que convivem conosco.
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