Capa

Poesia

Recitanda

Artigos

Especial

Informática

Arte & Idéias

Paulo Locatelli

Literatura

Entrevista

O coração humano é um instrumento de muitas cordas. O perfeito conhecedor dos homens sabe fazê-las vibrar todas como um bom músico.” (Charles Dickens)

   LIBERDADE

Ilidiana Diniz

Estudante de Serviço Social da Uern

 

Liberdade não és senão

O cálice da abastança

Bebericado por poucos infelizes que gozam e saboreiam

O gosto doce do poder

Degustam o sal do suor do povo

Brindam a ignorância

Comemoram a desigualdade

Festejam a degradação humana

E embriagados ficam os que ainda acreditam ser

verdadeiramente livres.

 

  POSSO, NÃO POSSO

Maria Lúcia Rodrigues Bezerra Dias

Poetisa mossoroense

 

Posso querer

Mas não posso ter

Posso gostar

Mas não posso amar

 

Posso sentir

Mas não posso expressar

Posso calar

Mas não posso falar

 

Posso passar

Mas não posso ficar

Posso escrever

Mas não posso dizer

 

Posso mentir

Mas não posso fingir

Posso omitir

Mas não posso deixar

De sentir

 

Mil anos podem passar

Mas não posso em um

Só dia  

Deixar de te amar.

 

  O BARRO VERMELHO

Lívio Oliveira

Escritor e poeta (Natal/RN)

 

A argila,

sorvendo a água escorrida,

envolve os dedos

que acariciam a massa.

 

Mãos,

formando losango interno,

definido,

almejam a integração da peça

em corpo novo.

 

A massagem,

latejando no corpo,

é aliciamento de que não se foge.

 

O rubor

da dura terra molhada

anuncia o passeio ondular

que persegue o ponto de ingresso,

mole, macio,

senha de olhos e de língua.

 

  ADEUS

Pedro Melo

Delegado e poeta

 

Palavras

Promessas

Sonhos

Adeus

Não precisa dizer nada

Só houve tempo pra gente se amar

Não há mágoas

Não há dor

E as palavras

Não iriam explicar

Teus olhos já não iriam brilhar

Sem sonhos promessas sem desejos

O que foi tão bonito

Acabou sem um adeus.

 

  SER MALIGNO

Marcelo Negreiros

Poeta (Natal/RN)

 

Malditos sejam seus atos terríveis,

Que de tão cruéis

Chegam a ser indizíveis,

Deves receber mil decibéis...

 

Tu sempre foste maligno,

Procurando denegrir a todos,

Inclusive quem é teu amigo,

E para este usastes engodos,

Que sempre representam perigo,

Mas um dia receberás o troco,

E ninguém estará contigo,

Pois tu és completamente oco

Isso, com toda fidúcia digo!

E tudo que fizestes será recíproco,

Pois tu serás nada mais que inimigo!

Isso, com toda fidúcia digo!

 

 

  ADORMECIDA

Antônio Frederico de CASTRO ALVES

Fazenda Cabaceiras/Bahia – 1847/1871.

 

Uma noite, eu me lembro... Ela dormia

Numa rede encostada molemente...

Quase aberto o roupão.... solto o cabelo

E o pé descalço do tapete rente.

 

‘Stava aberta a janela. Um cheiro agreste

Exalavam as silvas da campina...

E ao longe, num pedaço do horizonte,

Via-se a noite plácida e divina.

 

De um jasmineiro os galhos encurvados,

Indiscretos entravam pela sala,

E de leve oscilando ao tom das auras,

Iam na face trêmulos — beijá-la.

 

Era um quadro celeste!... A cada afago

Mesmo em sonhos a moça estremecia...

Quando ela serenava... a flor beijava-a...

Quando ela ia beijar-lhe... a flor fugia...

 

Dir-se-ia que naquele doce instante

Brincavam duas cândidas crianças...

A brisa, que agitava as folhas verdes,

Fazia-lhe ondear as negras tranças!

 

E o ramo ora chegava ora afastava-se...

Mas quando a via despeitada a meio,

Pra não zangá-la... sacudia alegre

Uma chuva de pétalas no seio...

 

Eu, fitando esta cena, repetia

Naquela noite lânguida e sentida:

“Ó flor! — tu és a virgem das campinas!

“Virgem! — tu és a flor de minha vida!...”

 

São Paulo, novembro de 1868

 

 

POEMAS PARA ESTA PÁGINA ENVIAR PARA O E-MAIL:   caio_muniz@hotmail.com

.::HOME::.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

EDITORIAS

Cotidiano

Economia

Esporte

Polícia

Política

Regional

Universo

OPINIÃO

Carol Fernandes

Cid Augusto

Editorial

Emery Costa

Giro pelo Estado

Laíre Rosado

Notas da Redação

Paulo Pinto

Pedro Carlos

Sérgio Oliveira

COLUNAS TEMÁTICAS

Comentário Econômico

Direito em Pauta

Nossa História

CIDADES

Alexandria

Areia Branca

Almino Afonso

Assu

Caraúbas

Macau

Médio Oeste

Patu

Pau dos Ferros

São Miguel

Umarizal

Vale do Apodi

SUPLEMENTOS

Empresa

Escola

Mais TV

EDIÇÕES ANTERIORES

ESPECIAIS

Chacina Prefeito

Barragem Santa Cruz

Vingt Neto

O JORNAL

Assinatura

Expediente

Histórico

Painel do Leitor

SERVIÇOS

102 ON-LINE

BANCO DO BRASIL

CAERN

CAIXA ECONÔMICA

COL. MOSSOROENSE

CORREIOS - CEP

COSERN

DETRAN

DICIONÁRIO ON-LINE

ESAM

FOLHA DIRIGIDA

GOVERNO DO ESTADO

HORÓSCOPO

IDEC

INDICADORES

RECEITA FEDERAL

TÁBUA DE MARÉS

TELEMAR

TRADUTOR ON-LINE

UERN

UFRN

 

 

 

 

 

 

 

ENQUETE

Você concorda com o programa Fome Zero?
Sim
Não
Votar
resultado parcial...

 

 

 

 

 

 

Mossoró-RN, de 2005