Poço entregue pela Incra não tem vazão anunciada em Mulunguzinho 

SÉRGIO OLIVIERA
Da Redação

Maria Ivonete mostra preocupação com poço reaproveitado, que é insuficiente para as necessidadesParte dos moradores da comunidade rural de Mulunguzinho, município de Mossoró, está revoltada com a situação deixada pelo Incra, no que se refere ao abastecimento d‘água para consumo próprio e utilização em um projeto de irrigação. “Veio dinheiro suficiente para perfurar um poço na comunidade e o Incra, através da firma CPRM, resolveu reaproveitar um poço da Petrobras que não vem resolvendo o problema”, explicou a agricultora Maria Ivonete da Silva Pereira.

Ela perdeu toda a sua plantação de feijão que hoje só serve mesmo para o pasto do gado.

A mesma situação vive Antônio Alexandre da Silva que, somando tudo, disse ele, foram cerca de 21 equitares de feijão desperdiçados. “Eram preciso 4 horas diárias de água para garantir a plantação e o poço não consegue sequer encher o tamque devido a pequena vazão”, disse ele.

Quando entregou o poço,  o Incra garantiu uma vazão de 35 mil litros por hora e o poço só consegue chegar a 12 mil litros.

A pequena vazão gera outro problema, pois precisa ficar 24 horas ligado e com isso aumenta o consumo de energia.

Somente no último mês os moradores foram obrigados a pagar um papel de luz no valor de R$ 2.070,00. O projeto, que já tem caju e manga, ficou pela metade. Com pouca água não foi possível o plantio de goiba e graviola. Perfurado em forma de funil, a estrutura do poço impede que a bomba seja levada a uma profundidade maior.

VERSÃO - Na tarde de ontem, após ouvir os moradores da comunidade rural de Mulunguzinho, a reportagem de O Mossoroense tentou um contato com a superintendente do Incra, órgão citado na matéria, Graça Arruda. Sua recepcionista informou que ela estava viajando e no local não se encontrava nenhum dos seus assessores de comunicação. A reportagem vai continuar tentando ouvir o órgão para saber sua versão sobre os recursos destinados para a perfuração do poço no projeto de irrigação desta comunidade. 


 

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Mossoró-RN, quarta-feira, 8 de janeiro de 2003