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Veículos
movidos a gás natural terão que portar
selo de segurança
MOSSORÓ
- Os proprietários de veículos movidos a
gás natural automotivo irão contar com uma
proteção extra: a partir de 1º de outubro
deste ano, só serão abastecidos nos postos
de Gás Natural Veicular (GNV) os carros
que portarem o selo de segurança do Instituto
Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade
Industrial (INMETRO) no pára-brisa.
O Inmetro
decidiu organizar e intensificar a fiscalização
do uso do combustível, após constatar a
ocorrência de acidentes provocados pela
má instalação e manutenção dos kits de gás
natural. Por isso, desde o início de janeiro,
os carros convertidos estão recebendo o
selo que comprova a realização da vistoria
que atesta as condições de segurança estabelecidas
pelo órgão.
No Rio
Grande do Norte, os selos estão sendo distribuídos
pelo Sistema Especializado em Inspeção Veicular
(SEIV), órgão credenciado pelo Inmetro e
homologado pelo Denatran para proceder as
vistorias técnicas no processo de mudança
de características no documento do automóvel.
Antes da
conversão, o veículo deve passar por uma
pré-vistoria realizada pelo Detran, e depois
da instalação do kit de gás natural, pela
inspeção técnica do SEIV. Com as mudanças,
todos os veículos convertidos deverão, obrigatoriamente,
ser submetidos anualmente a uma vistoria
técnica, de acordo com a data de vencimento
perfurada no selo.
Após a
conversão os veículos devem ser submetidos,
obrigatoriamente, à vistoria e ter o documento
alterado para o registro do uso do GNV.
Se a alteração não for realizada, o motorista
paga multa de R$ 127,69, e perde cinco pontos
na carteira pela infração.
Segundo
o engenheiro mecânico do SEIV, Cláudio Romero
de Almeida, o órgão tem encontrado erros
graves na instalação do kit gás, como a
perfuração e solda no cilindro.
“Em Recife,
a má instalação de um kit de gás natural
provocou a explosão de um carro no momento
do abastecimento. Em Parnamirim, um motorista
foi flagrado usando um botijão de gás de
cozinha junto com o cilindro de GNV para
aumentar a autonomia do veículo, o que representa
um risco iminente de explosão, já que a
pressão do cilindro é bem maior que a do
botijão”, conta o engenheiro.
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