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Quadrilha de ‘César Alemão’ será interrogada nesta
sexta em Mossoró
Reginaldo Tertulino Da Redação
Os integrantes da quadrilha que seqüestrou o empresário
Francisco Assis Neto, o ‘Assis da Usibrás’, fato acontecido na manhã de 16 de
dezembro do ano passado, serão ouvidos pelo juiz titular da Segunda Vara
Criminal de Mossoró, dr. Francisco de Assis Freitas Amorim, em Mossoró, nesta
quinta-feira.
De acordo com informações passadas a O Mossoroense na
tarde de ontem, pelo juiz de Direito Cláudio Mendes Júnior, que esteve à frente
da Segunda Vara Criminal, a audiência dos cinco acusados, José Carlos de Lima
(de Pernambuco), Silvânio Soares da Silva (de Tocantins), Alexzandro Fabrízzio
Braga Maia (cearense), e Celso Almeida de Andrade (de São Paulo), este último,
irmão de ‘Alemão’, está confirmada para acontecer, por volta das 14h, na sala
de audiência do Fórum Desembargador Dr. Silveira Martins.
O juiz Cláudio Mendes destacou que desde o último dia 7 de
março que a pedido do Ministério Público foram decretadas as prisões
preventivas das cinco pessoas que estão presas e mais a do inspetor da Polícia
Civil cearense Juciê de Oliveira Soares, que está foragido (ver retranca).
Logo após serem interrogados pelo juiz Francisco de Assis
Freitas Amorim, os integrantes da quadrilha retornarão para Fortaleza, onde
estão recolhidos no Instituto Penal Paulo Sarasate (IPPS), na ala conhecida
como ‘Selva de Pedra’.
Segundo o magistrado, todo um esquema de segurança foi
montado para a vinda da quadrilha, cujos integrantes são considerados de alta
periculosidade.
“Eu solicitei do tenente-coronel Elias Cândido, comandante
do II Batalhão de Polícia Militar (II BPM) toda uma segurança especial para ser
montada nas imediações do fórum da cidade”, ressaltou o juiz.
A princípio a intenção era ouvir a quadrilha através de
precatórios, mas fatores técnicos forçaram a mudança de planos.
A vinda da quadrilha contará com grande aparato policial
formado pelas polícias Civil e Militar das cidades de Mossoró e de Fortaleza.
Possivelmente até um helicóptero será usado na ação.
A quadrilha, segundo informações da polícia, é responsável
pela prática de seqüestros em vários estados do Brasil.
Os seqüestradores que estão presos foram citados na tarde
de ontem pela titular da 11ª Vara Criminal de Fortaleza, juíza Zilma
Capibaribe, e cientificados da transferência para Mossoró para serem ouvidos.
O empresário Francisco Assis Neto, o ‘Assis da Usibrás’,
foi seqüestrado pela quadrilha, em Mossoró, na manhã de 16 de dezembro de 2004.
Após passar 35 dias em cativeiro, o empresário foi libertado pelas polícias do
Rio Grande do Norte e Ceará, no dia 21 de janeiro último.
Policial civil envolvido com a quadrilha está sendo
procurado
O inspetor da Polícia Civil cearense Juciê de Oliveira
Soares, 34 anos, atualmente de licença de suas funções, está sendo procurado
pela Justiça do Rio Grande do Norte e do Estado do Ceará.
O inspetor teve sua prisão preventiva decretada pelo juiz
de Direito, Cláudio Mendes Júnior, em exercício na 2ª Vara Criminal da Comarca
de Mossoró.
Juciê é apontado como integrante de uma organização
criminosa interestadual responsável por vários seqüestros no Nordeste,
Centro-Oeste e Sudeste brasileiros.
Além de ter o seu nome envolvido nas investigações sobre a
‘gangue do malote’, cujo líder, o ex-radialista Wellington Braga, também está
foragido, Juciê teve seu envolvimento comprovado com a quadrilha liderada pelo
seqüestrador baiano César Almeida de Andrade, o ‘Alemão’.
O policial foi também responsável pela falsificação de uma
carteira de policial civil, em nome de Walter Dourado Requião, que era usada
pelo seqüestrador Celso Almeida de Andrade, líder da quadrilha.
Em Fortaleza, também foi decretada sua prisão temporária,
pelo prazo de 30 dias, pelo juiz Eduardo de Castro Neto, da 6ª Vara Criminal da
Capital.
No dia 17 de fevereiro, o promotor Ítalo Moreira Martins
denunciou os seis integrantes da quadrilha e pediu a decretação da prisão
preventiva do policial cearense Juciê de Oliveira Soares, bem como dos demais,
mesmo estes estando presos em flagrante.
Na acusação o promotor explica que Juciê era conhecido
entre os comparsas pelo codinome de ‘Guilherme’ e dava apoio logístico ao
grupo, tendo atuado, em, algumas ocasiões, como responsável pelo transporte dos
comparsas Silvânio e José Carlos, quando estes se deslocavam entre o Aeroporto
Internacional Pinto Martins e a localidade de Sítio Ribeiro, local do cativeiro
do empresário Francisco Assis Neto.
Para entender o caso.
Francisco Assis Neto, o ‘Assis da Usibrás’, foi
seqüestrado no dia na manhã de 16 de dezembro de 2004, quando fazia sua
caminhada matinal. Quatro homens que se faziam passar por agentes da Polícia
Federal o abordaram e o seqüestraram.
Após um trabalho de investigação das polícias do Ceará e
Rio Grande do Norte, o local do cativeiro foi descoberto e cinco pessoas presas.
O empresário ficou em poder da quadrilha durante 35 dias em condições
subumanas.
O cativeiro, que foi ‘estourado’ no dia 22 de janeiro
deste ano, ficava localizado no Sítio Ribeiro, a cinco quilômetros da
cidade de Pindoretama (CE).
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