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O
Rio Grande do Norte terá que esperar
Afinal
de contas. A governadora Wilma de Faria
pediu ou não pediu para ser investigada?
A primeira suspeita e prova em contrário
foi quando ela declarou que estava sendo
investigada por solicitação própria. Logo
em seguida, declarou que seus adversários
queriam destruir sua carreira política.
Ora, quem pede para ser investigada não
pode culpar os adversários por ter o seu
pedido atendido. Mostrando segurança de
não haver nada a temer, a governadora não
pensou que pudesse ser indiciada, por solicitação
do Ministério Público da Paraíba. Do Rio
Grande do Norte, nada foi encaminhado. Como
ela não foi candidata naquele Estado, não
houve adversários por trás desse processo,
que envolveu outros políticos do Nordeste.
Ninguém
do governo imaginou que a imprensa nacional
pudesse dar tanto destaque ao fato e, muito
menos, que a TV Globo projetasse essa matéria
em programa de grande audiência nacional.
Continuando com os problemas para a governadora,
em seu programa Fantástico, a Globo resolveu
entrevistar o procurador geral da República,
Geraldo Brindeiro, que desmentiu a governadora,
ao firmar que ela nunca pediu para ser investigada.
Ao contrário, passou todo o tempo da audiência
jogando a culpa sobre seus adversários,
no Rio Grande do Norte. Quem teve oportunidade
de assistir ao Fantástico ficou espantado
com as declarações do Dr. Brindeiro, inclusive,
falando sobre depósito de dinheiro em bancos
da Suíça.
O indiciamento
da governadora Wilma de Faria terá repercussão
negativa em todos os sentidos. No governo
federal, dificilmente conseguirá recursos
para financiar investimentos em nosso Estado,
enquanto todos os fatos não estiverem bem
esclarecidos. Com isso, ficará mais difícil
tocar qualquer programa que, por acaso,
tenha sido elaborado. Desde que assumiu,
o atual governo tem se preocupado mais em
acusar a administração anterior do que com
o seu próprio futuro. Conseguir assinaturas
para a instalação de uma CPI parece ter
sido mais importante que apresentar propostas
de governo para o nosso Estado. Tudo permanece
no discurso de campanha, faltando ações
concretas que possam ser sentidas pela população.
Nos três
meses do atual governo, o Estado tem permanecido
estagnado, não havendo qualquer obra da
sua administração. Responsabilizar o governo
anterior funciona nos primeiros dias. Depois,
a população passa a exigir algo de concreto.
Por isso mesmo, infelizmente, todos estarão
esperando, até que algo de novo aconteça.
FHC
O ex-presidente
Fernando Henrique Cardoso, assina coluna
no Estadão e no O Globo. O ex-ministro José
Serra, quando voltar dos Estados Unidos,
também assumirá coluna jornalística semanal.
AGRIPINO
O senador
José Agripino é reconhecido como sendo um
político de grande prestígio nacional. Foi
eleito presidente regional do PFL, mas,
antes, foi convidado a assumir a presidência
do diretório nacional do partido. Preferiu
continuar como líder do PFL no Senado.
GRAZIANO
Não deu
para entender as declarações do ministro
Graziano de que não quer ninguém fazendo
doações de alimentos. Antes, falava que
o programa Fome Zero tinha como objetivo
sensibilizar a população e entidades à distribuição
de alimentos aos que estão passando fome.
Mudou o discurso.
Pela
primeira vez, após a última campanha, a
Unidade Popular reúne-se em Natal, para
discutir os mais recentes acontecimentos
políticos. O encontro será na casa do deputado
José Dias.
Não é dos
melhores o relacionamento da governadora
Wilma de Faria com os seus correligionários
mossoroenses. O mal-estar aumenta a cada
dia que passa.
Foi
difícil conversar no domingo à noite com
o ex-governador Fernando Freire. Depois
da notícia veiculada no Fantástico, pela
repórter Délia Ortiz, seu telefone funcionou
até perto das 3 da manhã.
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