|
Tribunal
volta a reunir-se no próximo mês
ASSU
– Esta é a terceira vez que o Tribunal do
Júri Popular (TJP) se reúne nesta cidade
com o objetivo de analisar processos referentes
ao envolvimento de sete pessoas na morte
da menor Elizete de Moura Lemos. Os primeiros
a sentarem no banco dos réus foram o comerciante
Jofre Pinto Fernandes e a enfermeira Kátia
Fernandes da Costa. Ela foi condenada a
26 anos de cadeia e ele a 16. Seus advogados
entraram com um processo de apelação e a
sentença foi anulada.
No ano
passado, mais uma sessão foi realizada e
desta feita levado à presença do Conselho
de Sentença o agricultor Francisco Heleno
Felipe, o “Heleno de Gelon”, que foi acusado
de ter seqüestrado a menor e a entregue
para os executores que arrancaram as orelhas
da criança, rasparam sua cabeça, arrancaram
os órgãos genitais, usando para tanto instrumentos
cortantes e quentes. Depois de morta, Elizete
Moura foi desovada às margens do rio Pataxó,
que banha a comunidade de Arapuá onde ela
residia com os pais.
O Conselho
de Sentença, à época presidido pelo juiz
Eduardo Feld, condenou “Heleno de Gelon”
a 18 anos de cadeia, sentença essa que ele
cumpre na Penitenciária Agrícola Mário Negócio
(PAMN) em regime fechado. O condenado, pessoa
fria e calculista, tem consigo toda a verdade
sobre a tragédia que abalou todo o Estado,
mas a mantém distante das discussões que
visam chegar a elucidação.
Quanto
a Jofre Pinto, esta é a segunda vez que
o seu julgamento é adiado. No ano passado,
os promotores de justiça não compareceram
e a data havia sido marcada para ontem,
quando mais uma vez não aconteceu e somente
no dia 7 de maio é que uma nova sessão será
realizada. Os advogados José Wellington
Diógenes e Alcimar Antônio de Souza atuam
em sua defesa.
|