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Adecon quer escritório do Serasa em
Mossoró
A Associação de Proteção e Defesa do Consumidor (ADECON)
de Mossoró, quer que o Serviço de Informações Bancárias (SERASA)
instale um escritório de representação na cidade.
A Adecon entrou com denúncia na Promotoria de Defesa
do Consumidor solicitando que faça a notificação da denunciada
para restabelecer escritório nessa cidade.
Segundo o advogado Francisco das Chagas de Souza
Júnior, procurador da Adecon, o Serasa "tem a natureza de
banco de dados e cadastro de consumidores, cuja finalidade se
reveste em negativar o nome de consumidores ditos como
inadimplentes, sob alegação de proteger a venda a crédito".
O problema, diz Souza Júnior, é que a ausência
desses escritórios configura-se em desrespeito a relações de
consumo. "É uma transgressão ao artigo 72, do Código de
Defesa do Consumidor, pois o consumidor fica impossibilitado de
conhecer seu registro nesses casos", destaca.
Pelo referido artigo, "deixar de corrigir
imediatamente informação sobre o consumidor constante de cadastro,
banco de dados, fichas ou registros que sabe ou deveria saber ser
inexata" pode acarretar em pena de detenção de um a seis
meses ou pagamento de multa. A Adecon sugere a instalação do
escritório do Serasa num prazo de 15 dias, sob a pena de entrar com
ação civil pública
Ipem lançará cartilha de apoio ao consumidor
Nos próximos dia o Instituto de Pesos e Medidas do
Rio Grande do Norte (IPEM) passará a realizar a distribuição de
uma cartilha de orientação aos consumidores.
De acordo com o chefe do órgão em Mossoró, Cosme
Nogueira, a cartilha terá como meta auxiliar o usuário no
conhecimento dos seus direitos. "Essa cartilha funcionará como
um instrumento de consulta para o consumidor, evitando que o mesmo
seja lesado em seus direitos", disse o chefe do Ipem.
Cosme Nogueira adiantou que os trabalhos do órgão
serão mais intensivos já que os consumidores passaram a contar com
mais esse mecanismo de apoio. Essa será mais uma forma encontrada
pelo Ipem, que buscará estreitar a parceria com o consumidor, que
é em última análise a parte mais afetada por todo tipo de fraude
nos pesos e medidas, e que tem o maior poder de fiscalizar e
denunciar os fraudadores.
As cartilhas serão distribuídas em pontos
estratégicos da cidade, como supermercados e locais de grande
aglomeração de pessoas. Os consumidores poderão adquirir as
cartilhas também no Centro Regional de Agricultura onde funciona o
Ipem, localizado na rua Felipe Camarão, Centro, ou através do
telefone: 316-7033
Aprenda
como pagar o salário de sua empregada
A relação de trabalho que patrões costumam ter
com as empregadas domésticas é geralmente mais próxima do que a
que ocorre entre chefes e subordinados em escritórios ou em grandes
empresas. Afinal, muitas vezes eles residem sob o mesmo teto e usam
a mesma geladeira. Essa estreita ligação acaba fazendo com que os
empregadores deixem de lado a formalidade exigida por qualquer
vínculo empregatício.
O descuido na hora de pagar férias, 13°
salário ou fundo de garantia, por exemplo, pode custar caro quando
a funcionária mudar de emprego. São comuns os casos de
arrumadeiras, babás e cozinheiras mensalistas que reclamam na
Justiça os benefícios que deixaram de receber enquanto davam
sopinha para as crianças.
A advogada baiana Denise Câmara Almeida
recomenda que, antes de fazer a contratação, o empregador compre
um bloco de recibos para registrar cada pagamento de salário. Por
ter mantido recibos assinados na escrivaninha de casa, a paulista
Deolinda Maria Santos conseguiu diminuir de dez para um salário
mínimo a indenização que sua empregada pediu, alegando não ter
recebido os ordenados correspondentes.
As domésticas não têm direito a horas extras,
estabilidade no emprego ou carga mínima de trabalho, mas precisam
ter, ao menos, uma folga semanal e carteira assinada - o que não
acontece com 75% delas. Na Justiça, elas causam um rombo no
orçamento do patrão. Tome como exemplo um ano de trabalho de uma
cozinheira sem registro, com salário de 300 reais mensais.
Por economizar 1.300 reais com 13°, férias, aviso prévio e
INSS durante um ano, esse patrão terá agora de desembolsar 1.900
reais, incluindo uma multa de 600 reais. Se não conseguir provar o
pagamento dos salários (já que nem isso estava formalizado), a
conta pode subir para 5 000 reais, conforme cálculos do contador
carioca José da Rocha Pereira. Quem quiser ser poupado da
burocracia da contratação pode recorrer a escritórios de
advocacia e contabilidade, que cobram de 30 a 150 reais anuais.
Bombardeado,
Figueiredo pilota BC até sexta-feira, 13
Brasília - O governo resolveu
"desagravar" o diretor de Política Monetária do Banco
Cental Luiz Fernando Figueiredo, vítima dos mais recentes boatos de
demissão e desgastado por conta da nova crise cambial, e o deixou
como interino na presidência do BC durante a ausência de Armínio
Fraga na próxima semana. Figueiredo foi duramente criticado nos
últimos dias pelo anúncio da intervenção "conta-gotas"
diária de US$ 50 milhões. Ele assumirá interinamente a
presidência da instituição entre hoje e a sexta-feira (13).
Neste período, Armínio Fraga, presidente do BC,
estará fora do país, cumprindo agenda na Europa e nos EUA. Hoje,
Fraga participa da reunião do BIS (Banco de Compensações
Internacionais), em Basiléia (Suíça). Nesta terça (10), ele se
reunirá com investidores em Nova York.
Figueiredo assume o cargo num momento delicado para o BC e muito
mais para ele próprio. Boatos de ontem no mercado acenavam com sua
demissão, considerado responsável pela "derrota" do BC
na batalha para evitar a alta do dólar frente o real. O sacrifício
de Figueiredo seria uma reação do governo à "péssima"
repercussão da nova estratégia de intervenção no mercado de
câmbio. Até o final do ano serão vendidos linearmente US$ 6
bilhões no mercado à vista, usando cerca de US$ 50 milhões por
dia. A tática não deu certo, pelo menos até ontem, quando o BC
não conseguiu evitar a alta do dólar. Ontem o banco interveio
novamente após uma elevação recorde da moeda norte-americana, que
chegou a 3,48% pela manhã, levando a cotação a R$ 2,556.
Desaceleração
da economia ainda não atingiu seu ponto máximo
Londres - A desaceleração da economia mundial
"não alcançou seu ponto máximo", estimou ontem em
entrevista à rádio BBC o ministro britânico da Economia, Gordon
Brown.
"Atualmente há riscos para a economia
mundial. A desaceleração da economia mundial não alcançou seu
ponto máximo", disse Brown. Esta desaceleração "é, em
muitos aspectos, mais grave do que esperávamos há alguns meses,
porque se estendeu desde os Estados Unidos à Alemania em particular
e, naturalmente, não há crescimento de nenhum tipo no
Japão", acrescentou.
"Precisamos reconhecer que isso representa
um problema global. Naturalmente, os Estados Unidos baixaram
consideravelmente suas taxas de juros, o Japão reduziu suas taxas
de juros e agora deve se comprometer a levar adiante reformas
econômicas", disse.
"A Europa também deve fazer reformas
econômicas", agregou Gordon Brown, sem pedir no entanto uma
queda das taxas por parte do Banco Central Europeu (BCE), que até o
momento resiste a fazer isso. "Acho que temos que estar ativos.
Cada continente deve ter seu papel e administrara os efeitos desta
desaceleração global", frisou.
O ministro estimou que o Reino Unido estava melhor preparado que
outros países para enfrentar uma recessão, ainda que também a
sofreria. "O crescimento da economia mundial está se
desacelerando, e se isso afetar a Europa como afetou os Estados
Unidos, nenhum país e nenhum continente escapará dessa
situação", afirmou o ministro. "Acredito, no entanto,
que as medidas que tomamos nos últimos anos nos colocam numa
posição melhor que no passado para enfrentar os efeitos de uma
recessão mundial", concluiu.
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