Editorias

Política
Esporte
Economia

Polícia

   Cadernos

Cotidiano
Regional
Universo
Mais TV

   Colunas

Laíre Rosado

Emery Costa

Cid Augusto
Márcio Costa
Emerson Linhares
Neto Queiroz
Antônio Rosado
Sérgio Oliveira
Sérgio Chaves
Gomes Filho

  Temáticas

Mundo Digital
Economia
Nossa História
Direito em Pauta
Viver Bem
Cinema em Foco

   Cidades

Apodi
Assu
Caraúbas
Macau
Pau dos Ferros
Região Salineira

  Seções

Editorial
Charge
O Jornal
Assinatura
Expediente
Painel do Leitor
Edições Anteriores
 
 
 
 
 
 
 





 

Começar de novo

Por ANDRÉ FERNANDO
TV Press

Há males que vêm para bem. Este velho dito popular ilustra bem a nova fase profissional de Otaviano Costa. Em maio deste ano, ele teve de dividir o comando do "O+", da Band, com a ex-VJ da MTV, Sabrina Parlatore. Como se não bastasse, começou a perder espaço para "personagens" como Feiticeira, Gêmeos e Internética. Para piorar a situação, ainda soube que o programa passou a se chamar "Superpositivo" depois de assistir a uma chamada no ar. Quando tudo parecia irremediável, Otaviano recebeu um convite da Record para trocar de emissora. A partir da próxima segunda, dia 5, ele estréia o "Domínio Público", programa de auditório voltado para o público adolescente, às 17 h. "A Record me deu pleno controle sobre tudo que acontece a minha volta. Vou conseguir fazer um programa com a minha cara", garante.

Pela primeira vez em dois anos de carreira como apresentador, Otaviano vai trocar o horário nobre pela faixa vespertina. Por conta disso, ele vai ter a difícil tarefa de disputar audiência com "Malhação", "folheteen" da Globo que registra atualmente uma média de 25 pontos. "Por enquanto, não tenho qualquer compromisso com audiência. Meu objetivo é a médio e longo prazo", ressalva. Para atrair o público jovem para a Record, Otaviano aposta em quadros como "Sexo Verbal" e "Mapa da Mina". O primeiro vai abordar temas relacionados à educação sexual e o segundo, discutir as principais carreiras do mercado. "A Record encomendou uma pesquisa e descobriu que tenho forte credibilidade junto aos jovens. Quero criar neles o hábito de assistir à Record", ambiciona.

P - Nos últimos meses, você andou sendo sondado pela Globo e Record. O que levou você a se decidir pela Record?

R - Nada conseguiu suprir a proposta que a Record me fez. Eles me deram plena liberdade para eu fazer o que bem entendesse. A concepção do programa é minha e tenho pleno controle sobre tudo que acontece por lá. Além do mais, quero pegar um público órfão do Serginho Groisman, que se consagrou neste horário, e conquistar outro também. Assumi o compromisso de levar um público novo para a emissora.

P - O Serginho Groisman é uma das principais referências da sua carreira?

R - Eu diria que o Serginho é a minha referência-mor. Adoro o trabalho dele. Não tenho qualquer pudor em assumir isso. Seria bobagem da minha parte. Ele influenciou toda a minha geração. Quem me dera que eu pudesse fazer o mesmo com a geração que me assiste.

P - É verdade que a proposta financeira da Record também foi bastante vantajosa?

R - É, sim. Do que eu ganhava quando comecei na Band, dá umas seis vezes mais. Mas juro que este não foi o principal motivo para eu fechar com a Record. Quero me sentir feliz e realizado profissionalmente. Não importa se você está trabalhando na Globo ou na TV Cultura, o importante é você saber o que quer da sua carreira. Reconheço que a família Saad foi muito bacana comigo. É triste sair da emissora onde comecei uma nova etapa da minha carreira. Mas chegou a hora de mudar...

P - No mês passado, você completaria dois anos de Band. Por que não renovou com a emissora?

R - Chegou um ponto que a minha satisfação profissional estava esgotada. Adoro o que faço, mas não estava mais gostando de trabalhar na Band. A magia foi por água abaixo. Fico triste por isso. Afinal, fiz muitos amigos por lá. Mas, em compensação, me sinto feliz por recomeçar minha carreira numa emissora oxigenada como a Record. No final das contas, uma coisa compensa a outra.

P - A idéia de dividir o comando do "Superpositivo" com uma infinidade de outros apresentadores, como Feiticeira e Os Gêmeos, desagradou você?

R - O Rogério Gallo assumiu a Band e tentou fazer uma série de modificações. Resolvi tirar proveito do que estava acontecendo da melhor maneira possível, mas havia uma série de personagens no ar que eu gostaria de explorar de outra forma. Eu tinha meu jeito de apresentar e a Sabrina, por exemplo, tinha o dela. De certa forma, não podia mais mostrar todas as possibilidades que tenho como apresentador.