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Apresentação

Alcançamos mais um 30 de Setembro. Dessa vez, diferente de todas as outras oportunidades em que a data foi comemorada.

Diferente porque está em jogo a liberdade dos povos e não só de uma classe, de uma etnia, de um grupo social. Não é uma fator racial que está em jogo.

Estamos comemorando a liberdade de nossos escravos cinco anos antes da assinatura da Lei Aúrea. Esse ideal libertário orgulha Mossoró. Mas vamos sair um pouco dessa linha de pensamento e tentar dimensionar a palavra liberdade sobre outros pontos de vista. O que queremos? O que conquistamos? O que podemos conquistar?

O mundo está repensando a liberdade, principalmente após os ataques terroristas aos Estados Unidos. Poucos estão otimistas e muitos são os apreensivos.

É isso! Estamos em mais um 30 de Setembro, festejando a liberdade, mas que a qualquer momento ela pode ser tomada de nós. E enquanto estamos festejando, o mundo lá fora conta os segundos, os minutos, as horas.

Estamos festejando uma atitude isolada de um grupo de simpatizantes da abolição da escravatura que teria sua queda de fato e de direito em 1888. Mais do que isso: a percepção de que estando aqui, habitando este planeta, não há credos, raças e sexos superiores.

Que a festa em torno do 30 de Setembro seja pacífica, que a liberdade de expressão seja respeitada e, sobretudo, que as demais liberdades sejam debatidas para que a dignidade, a cidadania e a igualdade entre os povos sejam pontos de apoio da sociedade.