Editorias

Política
Esporte
Economia

Polícia

   Cadernos

Cotidiano
Regional
Universo
Mais TV

   Colunas

Laíre Rosado

Emery Costa

Cid Augusto
Márcio Costa
Emerson Linhares
Neto Queiroz
Antônio Rosado
Sérgio Oliveira
Sérgio Chaves
Gomes Filho

  Temáticas

Mundo Digital
Economia
Nossa História
Direito em Pauta
Viver Bem
Cinema em Foco

   Cidades

Apodi
Assu
Caraúbas
Macau
Pau dos Ferros
Região Salineira

  Seções

Editorial
Charge
O Jornal
Assinatura
Expediente
Painel do Leitor
Edições Anteriores
 
 
 
 
 
 
 


ATUALIZAÇÃO AOS SÁBADOS

 

 

CONTINUANDO NA SEGUNDA FASE DO CINEMA BRASILEIRO

Prosseguindo com o conteúdo abordado anteriormente, destacaremos outros fatos que marcaram a segunda fase do cinema nacional.

Ainda na década de 20, destaca-se o gênero melodrama, resultado da ascensão do cinema dinamarquês, italiano e americano que consagraram este tipo de filme. Com o advento da I Guerra Mundial, o cinema nacional utilizou para seus roteiros clássicos literários.

Só o Guarani, de José de Alencar, foi adaptado três vezes no espaço de dez anos. Nesse cenário, nomes como Luiz de Barros e Vittorio Capellaro mereceram destaque.

O primeiro teve uma carreira longa, indo de 1914 até 1977, trazendo para o cinema nacional mudanças na área técnica e artística, influenciando na produção dos nossos filmes.

Barros funda a produtora Guanabara Filmes, de linha ousada e prolífica, alcançando a marca de dez produções em nove anos de atividade, levando o seu proprietário a ser o produtor mais respeitado e importante do país.

Embora tenha exercitado em vários gêneros, entre eles a comédia, com A Capital Federal, de 1922, e a aventura, com Hei de Vencer, de 1923, estrelado por ninguém menos do que a aviadora Anésia Pinheiro Machado, foi com o melodrama que alcançou os seus maiores sucessos.

Continuando no universo do José de Alencar, adaptou A Viuvinha, Iracema e Ubirajara. Obteve pleno êxito com Perdida, adaptação da peça homônima de Oscar Lopes, estrelada pelo maior ator de teatro da época, Leopoldo Fróes.

O segundo, Capellaro, de nacionalidade italiana, estabeleceu-se em definitivo no Brasil em 1915, iniciando uma trajetória marcada pela fidelidade ao universo da literatura nacional.

Ele tinha origem teatral e fora integrante de várias companhias italianas, excursionando pela Europa e América Latina.

Ao perceber que os títulos nacionais eram bastante escassos, decidiu ingressar na produção, amparado por sua experiência na Itália. Mesmo de origem européia, Capellaro, investe em temas genuinamente nacionais, escolhendo para tanto grandes títulos da literatura brasileira.

Filmou a primeira versão de Inocência, do Visconde de Taunay, em 1915, abordando em seguida os romances Iracema, O Mulato, O Garimpeiro e O Guarani.

Com este filme, obteve em 1926, um dos maiores êxitos de bilheteria do período mudo brasileiro, atingindo as cifras da ordem de quatrocentos contos de réis, um grande lucro, visto que um grande filme alcançava em torno de cem contos de réis.

Em sua forma mais visível, o nacionalismo sustentou um conjunto de filmes de caráter patriótico, ora abordando diretamente o contexto da guerra e seus reflexos no país, ora resgatando episódios históricos marcantes.

O conflito em si aparecia diretamente em Le film du Diable, tratava da ação da espionagem alemã em território brasileiro. O diabo defendia os interesses germânicos e tinha que se confrontar com a inocência da heroína, interpretada pela Miss Ray.

O filme, de 1915, apresentava o primeiro nu feminino do cinema nacional. Embora a Itália também estivesse envolvida na guerra, os cineastas italianos radicados no país preferiram exaltar os grandes feitos da historia brasileira.

Filmes como O Grito do Ipiranga e Os Heróis Brasileiros na Guerra do Paraguai foram as grandes vedetes deste período histórico.

A campanha para o alistamento militar obrigatório, liderada pelo poeta Olavo Bilac, que inclusive prestou seu concurso para a realização de Pátria Brasileira, dirigido por Guelfo Andalò em 1917, foi outro grande filão, explorado pelos cineastas.

Em nosso próximo encontro, continuaremos ainda na segunda fase do cinema brasileiro. Estaremos esperando por você. Até lá.