|
Confiar
em quem?
O
anúncio de falência da empresa Soletur levou muita gente a repensar
sobre as atuais condições econômicas do país.
Em termos comparativos
grosseiros, a decisão intempestiva da empresa de fechar as portas poderia
ser qualificada como a desistência da campeã Ferrari em abandonar o
campeonato de Fórmula 1 2002, ou até mesmo da Petrobras anunciar não
mais possuir condições técnico-financeiras para explorar o petróleo no
país.
O jogo de cena mantido
pelos diretores da empresa que acumularam mais de R$ 30 milhões em
dívidas sem chamar a atenção de ninguém, abre uma dúvida infinita
sobre quem realmente mantém sanidade sobre as finanças de suas
respectivas empresas.
O jogo de cena mantido
pela Soletur que acabou convencendo a gregos e troianos não é
"privilégio" da ex-grande potência do mercado turístico
brasileiro. Muitas empresas locais ainda conseguem sobreviver sob a batuta
da fantasia gerada por fortes marcas e ter a certeza do destino destas
unidades "produtivas" é tão incerto quanto o destino que os
clientes da Soletur possuem no momento com relação aos investimentos
direcionados a uma oportunidade anual de lazer.
O certo é que após o
fenômeno Soletur, o melhor a se fazer é buscar a coerência e diante das
incertezas impostas pelo mercado globalizado, a melhor atitude é rezar
para afastar o perigo de ser atingido pelos falidos obscuros e de
plantão, a não ser que você leitor também já esteja falido ou
naturalmente protegido pelos deuses. Até o próximo sábado.
|