|
A QUEDA DA
OBRIGATORIEDADE DO DIPLOMA DE JORNALISMO
A heroína dos bons
jornalistas agora se chama Carla Abrantkoski Ristler, juíza substituta
da 16ª Vara Federal em São Paulo. Ela concedeu, na semana passada, uma
liminar em uma ação civil pública movida pelo Ministério Público
Federal em São Paulo. Para a juíza, o Decreto-lei 972 de 1969, editado
no regime militar e que exige o diploma, contraria a Constituição de
1988, que prevê a "livre expressão da atividade intelectual,
artística, científica e de comunicação, independentemente de censura
ou licença". Corretíssima a Drª. Carla. Dizem os bestas da AGU
(Advocacia Geral da União) que vão recorrer da decisão da Justiça. A
Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) também criticou a decisão
da Justiça. Por meio de nota à imprensa, afirmou que não há como
confundir o cerceamento à liberdade de expressão e a censura, com o
direito de os jornalistas terem uma regulamentação profissional que
exija qualificação. Quero saber dos que terminaram Jornalismo em
faculdade se algum deles por acaso se julga melhor do que Dorian Jorge
Freire? Se na Universidade eles receberam talento e capacidade para
superarem Rafael Bruno, Sanderson Negreiros, Antonio Rosado ou a Cid
Augusto? Escrever é um dom de Deus, é uma arte. Foi justamente por
falta de dom artístico que Salieri encrencou com Mozart até a sua
morte, muito embora Wolfang Mozart fosse um proscrito, e Salieri um
ensaísta formado em Centro de Estudos (as universidades da época).
Será que Pixinguinha e Noel Rosa precisariam de um diploma de uma
dessas Faculdades de Música que pululam no país para que pudessem
compor as mais belas canções que a MPB possui? Os jornalistas de
verdade, os que possuem verdadeiramente talento, nunca se gabaram de ter
título por esta ou por aquela universidade. Não temem concorrência.
Isso é coisa para bedel. Ainda bem que por aqui os nossos jornalistas
diplomados são excepcionais e em nada lembram os bobocas tarados por
títulos lá do sul do país.
APROVADA PROIBIÇÃO DE
TRABALHO NOTURNO
A MENOR
Também foi aprovado
quinta-feira última, pela Comissão de Seguridade Social, projeto de
lei 724/99, do deputado Alberto Fraga (PMDB-DF), que proíbe trabalho
noturno perigoso ou insalubre a menor de 18 anos, e de qualquer trabalho
a menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz. Hoje, o Estatuto
da Criança e do Adolescente proíbe o trabalho a menores de 14 anos. A
relatora é a deputada Rita Camata (PMDB-ES).
STF ARQUIVA QUEIXA DE
APOSENTADO CONTRA
FHC
O ministro Celso de
Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF) arquivou uma queixa-crime
movida pelo servidor aposentado Olorival Meleu Brasil contra o
presidente Fernando Henrique Cardoso. Na ação, Brasil pedia a
condenação de Fernando Henrique pelo crime de difamação, pelo fato
de, em 1998, o presidente ter chamado de "vagabundo" quem se
aposenta antes dos 50 anos de idade. O funcionário público gaúcho
disse que se aposentou regularmente com 48 anos. Para negar o pedido,
Celso de Mello alegou problemas técnicos da ação. Ele disse, por
exemplo, que a queixa-crime não preenchia os requisitos estabelecidos
no Código de Processo Penal. O ministro também sustentou que a ação
não era viável por não ter observado o prazo de seis meses do direito
à queixa.
REGRAS PARA UNIFICAÇÃO
DO ICMS
ENTRE OS ESTADOS
A CCJR (Comissão de
Constituição e Justiça e de Redação) da Câmara aprovou final de
semana passada a admissibilidade da PEC (Proposta de Emenda à
Constituição) que estabelece legislação única para o ICMS (Imposto
sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) alterando o Sistema
Tributário Nacional. A proposta proíbe a concessão de qualquer
benefício fiscal que implique na renúncia da receita. Uma outra
mudança sugerida altera a redação atual da Constituição, que
permite que o ICMS possa ser seletivo. A proposta não veda a
seletividade, mas estabelece cinco alíquotas para esse fim. Outras
alterações previstas pela PEC, incluem um regulamento único do ICMS e
proíbe a aplicação de normas autônomas para qualquer Estado ou o
Distrito Federal. Também é sugerida a fixação de alíquotas
internas, mínimas e máximas, pelo Senado Federal e indica normas
relativas ao imposto que deverão constar de lei complementar. A PEC que
unifica o ICMS faz parte do chamado mini-pacote fiscal, encaminhado pelo
Poder Executivo ao Congresso início de agosto e tem como objetivo
acabar com a guerra fiscal entre os Estados.
DEPUTADOS RETOMAM
PROJETO SOBRE
ESTRANGEIROS NA MÍDIA
Com o apoio da Rede Globo, a Câmara
dos Deputados desengavetou semana passada o projeto que permite ao
investidor estrangeiro participar em até 30% do capital das empresas de
rádio e TV. Reunidos, os líderes partidários decidiram tentar
aprová-lo até o final deste ano. A Globo resistia ao percentual de 30%
e à eventual criação de um conselho ou de uma agência reguladora
para gerenciar a entrada do capital estrangeiro. No último mês,
porém, a empresa mudou de posição. O renascimento do projeto agrada
às empresas de comunicação, que avaliam precisar de capital externo
para enfrentar as difíceis perspectivas econômicas para este e o
próximo ano.
|
|