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Campanha quer
conhecer perfil dos hipertensos
REGIÃO OESTE - Conhecer o número e o perfil dos hipertensos no
país é o que pretende o Ministério da Saúde, que lançou, no último
dia 5, uma campanha nacional de detecção de hipertensão e promoção de
hábitos saudáveis de vida. A mobilização em todo o país será entre
os dias 5 de novembro e 14 de dezembro. A campanha, que está sendo
promovida pela primeira vez no Brasil, adverte que quem tem 40 anos ou
mais deve procurar um dos postos ou unidades básicas de saúde para medir
a pressão. No Rio Grande do Norte, o exame pode ser feito em todos os
municípios. São considerados prováveis pacientes hipertensos os
indivíduos com pressão arterial igual ou superior a 140 x 90mmHg.
Pacientes com esses resultados de exames serão encaminhados para
confirmação de diagnóstico, tratamento e acompanhamento.
Além do mutirão de
exames, serão realizadas ações que estimulem a mudança dos hábitos de
vida, como caminhadas e seminários, além de oficinas sobre o tema. O
objetivo é promover hábitos saudáveis e aumentar o grau de informação
das pessoas sobre a hipertensão, seus fatores de risco e formas de
prevenção e controle.
A campanha nacional para
detecção de suspeitos de hipertensão arterial e promoção de hábitos
saudáveis de vida faz parte do Plano de Reorganização de Atenção aos
Portadores de Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus.
A iniciativa tem como
objetivo reorganizar e ampliar o atendimento resolutivo aos portadores
dessas duas doenças no SUS, em parceria com Estados, municípios e
entidades representativas. Mais informações no Rio Grande do Norte podem
ser obtidas com a médica Diana Fátima de Lima Ribeiro Dantas, no
telefone 222.9523, da Sociedade Norte-rio-grandense de Cardiologia.
NÚMEROS - Nos dados à disposição do MS, no Brasil as
doenças do aparelho circulatório lideram o ranking da mortalidade, com
225 mil mortes por ano (27% do total).
Dentro desse grupo há um
destaque para a hipertensão arterial; relacionada a cerca de 25% dos
casos de diálise por insuficiência renal crônica terminal, 80% dos
derrames e 60% dos infartos do miocárdio. Estima-se que 22% da
população adulta (a partir de 20 anos) no país seja hipertensa.
Na população-alvo da
campanha, a prevalência é de 43%. Na faixa etária de 30 a 69 anos, as
doenças cardiovasculares respondem por 65% do total de óbitos, atingindo
a população adulta em plena fase produtiva. Respondem ainda por 1,1
milhão de internações/ano, a um custo de R$ 475 milhões, sem contar os
gastos com procedimentos de alta complexidade.
Para a realização da
campanha, o ministério irá fornecer um tensiômetro aneróide (medidor
de pressão) a todas as unidades de saúde dos municípios e material
específico - cartazes, guias de mesa com orientações sobre o
procedimento e classificação de pacientes, protocolos clínicos sobre
hipertensão arterial e diabetes mellitus, mapas diários de atendimento,
fichas individuais, folder educativo e cartão do paciente.
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