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Computadores
podem ficar até
15% mais baratos
O
governo anunciou uma redução da alíquota de importação de computadores
de 26% para 16% em média e também a isenção do pagamento de IPI
para os produtores nacionais do equipamento a partir do próximo
ano.
As medidas, de acordo com o ministro do Desenvolvimento Indústria e Comércio, têm como objetivo reduzir o custo do computador e incentivar a produção nacional.
A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), introduzida por medida provisória publicada no diário oficial da última segunda-feira foi discutida previamente com o atual ministro da pasta Luiz Fernando Furlan, que concordou com a iniciativa.
Pela lei de informática atual, a produção de computadores terá, a partir do próximo ano, uma redução de 85% no pagamento do IPI, cuja alíquota para o setor é de 15% cento.
A isenção será reduzida paulatinamente até 2010, quando as empresas voltarão a pagar a alíquota cheia. Com o novo benefício o governo aprofundou os incentivos do IPI para o período de 2003 a 2005. No primeiro ano a isenção será total, sendo reduzida para 95% e 90% em 2004 e 2005, respectivamente.
“Com isso completamos todo o conjunto das medidas de política de informática que foi definida em negociação com a Associação Brasileira de Indústria de Eletro Eletrônicos (Abine) e com o ministério da Ciência e Tecnologia. O ministro lembrou também que o benefício extra vale apenas para computadores com preços até R$ 11 mil.
A redução da alíquota de importação já havia sido definida, mas o governo não queria colocar a medida em prática antes de dar uma compensação aos produtores nacionais frente à competição dos importados.
Ele disse esperar que as medidas anunciadas hoje, aliadas ao esforço do governo de combater o contrabando da mercadoria e a revisão da alíquota de importação de componentes acarrete uma redução de 15% no preço final do produto. O ministro não soube informar, no entanto, o valor da renúncia fiscal que as medidas trarão.
Proteja-se das armadilhas para internautas
As estatísticas de empresas especializadas e a própria observação prática mostram que o cibercrime cresceu bastante no Brasil em 2002 e não há nenhum indício de que essa tendência vá diminuir em 2003. O melhor, portanto, é ficar alerta, pois navegar pelas infovias da Internet está cada vez mais parecido com andar pelas ruas das grandes cidades: quem não andar com cuidado, prestando atenção em indivíduos e atitudes suspeitas, pode se dar mal. Veja algumas dicas de como se proteger:
1) Desconfie de e-mails com ofertas muito vantajosas, recadastramentos e programas “úteis”, principalmente se tiverem a extensão .exe. Se se tratar de mensagem de empresa conhecida, visite o site respectivo, ou ligue ou envie um e-mail para o suporte técnico, a fim de tirar suas dúvidas. Lembre-se, porém, que dificilmente seu banco ou seu provedor irão enviar-lhe produtos ou serviços sem que você tenha solicitado, ainda mais sem cobrar nada por isso. Veja, por exemplo, o alerta do Banco do Brasil a esse respeito.
2) As aparências enganam e na Internet esse ditado é ainda mais verdadeiro. Com um computador, programas gráficos adequados e um pouco de imaginação, qualquer um pode criar páginas de aparência profissional ou que simulam marcas conhecidas. Ao receber um e-mail suspeito, tome o cuidado de verificar seu cabeçalho, pois é nesse campo que se encontram as reais informações da mensagem.
É muito fácil disfarçar um endereço de e-mail no formato golpe@hotmail.com para fazê-lo parecer com o endereço suporte@microsoft.com, por exemplo. Para acessar o cabeçalho das mensagens no Outlook Express, provavelmente o programa de correio eletrônico mais usado, basta clicar com o botão direito na mensagem, depois em “propriedades” e em seguida em “detalhes”.
3) A mesma precaução deve ser tomada em relação a sites nos quais você não tenha plena confiança. Se forem páginas hospedadas em provedores gratuitos, não há garantias de veracidade das informações. Caso os domínios sejam próprios e terminados em “.br”, acostume-se a procurar as informações sobre os responsáveis nos sites do Registro.Br e da Receita Federal. Se forem domínios internacionais, há menores chances de confrontar os dados, mas você ainda poderá utilizar serviços como SamSpade.org para fazer diversas pesquisas sobre os sites, incluindo sua titularidade. Acostume-se a observar também os links em que você clica e os endereços que aparecem na barra de status e de endereços do seu navegador. Lembre-se que, assim como os e-mails, é possível disfarçar uma página ou URL dentro de qualquer link.
4) Fazer transações em sites de leilões é uma atividade temerária por natureza. As qualificações de compradores e vendedores ajudam a analisar o caráter das pessoas, mas também podem ser forjadas. Prefira uma conversa por meio de um telefone fixo a um e-mail, principalmente se se tratar de endereço de provedor gratuito. Cerque-se de precauções na hora de enviar o dinheiro e desconfie de ofertas muito generosas.
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Mossoró-RN, domingo, 5 de janeiro de 2003