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Sob
o signo de mudança
Assim foi
eleita no último dia 27 de outubro, a governadora
Wilma de Faria que, em seu discurso de posse,
afirmou não prometer miragens ou fazer milagres.
Alguém
com o mínimo de bom senso, certamente não
esperaria esse prodígio de um ser humano,
talvez nem de um santo para aqueles que
não acreditam ou esperam por milagre, mesmo
de quem se tornam primeiro mandatário de
um Estado, especialmente do nosso pequeno
Rio Grande do Norte carente, vítima secular
da pobreza que assola o território potiguar,
como de resto o Nordeste brasileiro.
Da governadora
se espera mudança, o eleitor no último pleito
votou contra o continuísmo sem perspectiva
de mutação administrativa. A favor das transformações
dos costumes políticos no Estado onde as
decisões quase sempre tomadas à revelia
do povo e contra seu interesse deixem de
perdurar. Esse foi o entendimento, o sentimento
propulsor da grande maioria do eleitorado
que deu a vitória a dona Wilma.
Portanto,
desde primeiro de janeiro do novo ano, as
expectativas dos potiguares não são a ocorrência
de nenhum milagre, mas do cumprimento das
promessas de campanha, particularmente as
relacionadas com as prioridades definidas
pela então candidata, com ênfase para o
social: educação, saúde, habitação, emprego,
combate à miséria, segurança pública, enfim,
o compromisso de solução desses graves problemas
que infelicitam a população.
São questões
realmente difíceis de serem resolvidas,
mas se acredita que o governo Wilma de Faria
terá disposição de enfrentá-las com vigor,
pelo menos foi o dito em palanque. Logo
se conhecerá o rumo seguido e se é o desejado
pelo esperançoso voto que consagrou a governadora
nas últimas eleições. Caso contrário, a
frustração é geral.
Todo rio-grandense
de boa vontade torce pelo êxito da governadora,
afinal de contas, o seu sucesso será também
o dos potiguares sem distinção de qualquer
natureza.
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