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Reunião
discute atendimento a municípios atingidos
pela seca
NATAL/INTERIOR
- As primeiras medidas a serem adotadas
para diminuir os efeitos da estiagem no
interior do Rio Grande do Norte começaram
a ser discutidas na terça-feira, 7, durante
reunião da governadora Wilma de Faria (PSB)
com os secretários de Agricultura, Reforma
Agrária e Interior, Justiça e Cidadania.
Dos pontos analisados, o mais preocupante
diz respeito à contratação de carros-pipa
para abastecer os 75 municípios em estado
de calamidade pública. O convênio com o
Ministério da Integração Nacional, que custeava
90% do valor desse serviço, se venceu dia
31 de dezembro passado e ainda não foi renovado.
Durante
o encontro com a governadora, o secretário
de Interior, Justiça e Cidadania, Leonardo
Arruda, declarou que “já enviamos a prestação
de contas do convênio referente aos meses
de novembro e dezembro para que esse convênio
seja renovado o mais rápido possível”.
Enquanto
não chegam os recursos federais, a governadora
Wilma de Faria irá estudar uma forma de
atender a população dos municípios atingidos
pela seca. De acordo com relatório entregue
por Leonardo Arruda, o aluguel dos 176 carros-pipa
que abasteciam até dezembro passado os 75
municípios, custaria R$ 400 mil por mês.
“A governadora está estudando uma forma
de se antecipar ao convênio federal e garantir
o abastecimento do interior o mais rápido
possível”, afirmou o secretário.
SOCORRO
- Pelo levantamento da Secretaria de Interior,
Justiça e Cidadania, 11 municípios têm situação
mais precária de abastecimento e devem ser
os primeiros a receber ajuda do Estado.
São eles: Antônio Martins, Alexandria, Bodó,
Coronel Ezequiel, Dr. Severiano, Jaçanã,
Monte das Gameleiras, Parazinho, Santana
do Seridó, São Bento do Trairí e Serra de
São Bento.
Esses municípios
apresentam problemas de abastecimento tanto
na zona rural quanto no perímetro urbano.
“O abastecimento da zona rural é uma responsabilidade
do governo federal. Mas não vamos cruzar
os braços diante desse problema e esperar
os recursos federais. Temos que encontrar
recursos para, pelo menos, aliviar essa
situação enquanto não renovamos o convênio
com o Ministério da Integração Nacional”,
concluiu o secretário.
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