Estilo brega dribla a crítica e se mantém na crista da onda

LUCIANO OLIVEIRA
Editoria do Regional

DANIEL FILHO
Colaborador
regional@omossoroense.com.br

Cantor Fernando Mendes sendo entrevistado pelo radialista Daniel Filho, em Areia Branca  AREIA BRANCA – Se é difícil imaginar o mundo sem música, pior seria sem o controvertido estilo brega que muitos fingem ignorar, mas no fundo são amantes inveterados desse fascinante ritmo que dribla a crítica e se mantém na crista da onda.

O brega é chique, disso ninguém tem dúvidas. Para se ter idéia da aceitação desse estilo musical no presente, de duas promoções festivas anunciadas na região, uma traz à tona cantores que brilharam no passado, saíram da mídia, principalmente a televisiva, mas continuam vivos e encantando platéias pelo Brasil afora.

Nos últimos anos a cidade de Areia Branca tem sido literalmente invadida por cantores que tem tudo a ver com o brega. Tipo Carlos André, Fernando Luiz, Borba de Paula, Bartô Galeno, Fernando Mendes... Este último se apresentou dia 24 de janeiro no Caravelas Clube. Foi uma noite memorável onde o saudosismo tomou conta dos corações fragilizados pelo romantismo. Os acordes de canções como “A Desconhecida” e “Cadeira de Rodas” soaram nítidos como naquela noite de 1975, quando Fernandes Mendes veio pela primeira a Areia Branca para cantar os seus grandes sucessos da época.  

Em janeiro passado, o cantor estava irradiante com o retorno ao município e de ter sido recebido pelos fãs com o mesmo carinho de 28 anos atrás. Numa conversa franca com o radialista Daniel Filho, da Rádio Costa Branca (FM 104,3), Fernando Mendes falou que não sabia quantas músicas nem quantos discos acumulou ao longo da sua trajetória como compositor/cantor. “O último disco que fiz foi ao vivo, há três anos, incluindo sucessos do meu repertório e algumas músicas inéditas. Daí pra cá não gravei mais nada. Era para ter feito um novo trabalho no ano passado, mas a Som Livre pediu para dar um tempo, deixasse entrar o novo governo, pois eles tinham medo do que poderia acontecer caso Lula fosse eleito presidente, como de fato aconteceu”, conta.

Passado o período de apreensão com a mudança de governo na esfera federal, Fernando Mendes disse que voltou a se articular com a sua gravadora, visando a produção de novo CD até o  mês de junho e trabalhar sua volta à televisão.  

Sobre a eleição de Luís Inácio Lula da Silva para presidente da República, Fernando Mendes falou que conhece o Lula de muitos anos, sempre o admirou. “Estive com ele em São Bernardo do Campo (SP) e esse ano felizmente aconteceu o que eu já esperava. Votei nele para presidente. Ele é uma revelação”, diz.

Com relação ao que espera do governo Lula, o cantor disse que geralmente a população espera o melhor da política, seja quem for o eleito. “Hoje o PT é a bola da vez. Em São Paulo o PT com a Erundina, se você perguntar a maioria vai dizer que gostou. Eu sinceramente não gostei, não gosto da administração do PT em algumas cidades”, opina.

“A Desconhecida” foi o primeiro grande sucesso do cantor mineiro

O mineiro Fernando Mendes se lançou na carreira artística em 1973. Ele nasceu em Conselheiro Pena, em Minas Gerais, e atualmente reside em São Paulo. O ponto de partida foi a música “A Desconhecida”, seu primeiro sucesso a nível nacional. Depois veio “Cadeira de Rodas” que o consagrou no Brasil e em algumas partes do mundo.

Sobre outro grande sucesso do seu vasto repertório, “Sorte tem quem acredita nela”, o cantor garante que na verdade não se inspirou em ninguém. “Essa música é de um irmão do Antônio Marcos. Tive a sorte dela ter entrado na trilha sonora da novela “Duas Vidas”, da Rede Globo, e foi um grande sucesso também. A inspiração é muito boa nessa música”, reforça.

Já a música “Cadeira de Rodas”, letra e música de sua autoria, Fernando Mendes afirma que realmente se inspirou em alguém. “Em Vitória da Conquista, na Bahia, conheci a musa inspiradora dessa música. Era uma menina de 13 anos. Não tinha como despertar nela uma paixão. Daí, tive que acrescentar uma dosagem de amor na música para que atingisse o grande público, como de fato aconteceu”, acrescenta.

Desde que iniciou a carreira, o cantor enfatiza que nunca mudou de ritmo, por entender que cada um segue seu próprio estilo. “Já nasci com essa tendência musical, foi bom, me consagrou e tenho que continuar assim. Existem muitos movimentos por aí, mas ficam restritos à região. É o caso do axé, que ficou na Bahia. Esses movimentos são muito importantes, mas eles não ficam por muito tempo como a música romântica normal, o romantismo clássico, que é cantado tanto aqui como no Japão, em qualquer lugar”, argumenta.

Concluindo, Fernando Mendes admite que gosta muito do forró, chegando inclusive a gravar músicas desse estilo. Mas quando perguntado sobre o seu cantor preferido, ele é taxativo: “O cantor de minha preferência é Roberto Carlos”.

 

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Mossoró-RN, domingo, 9 de fevereiro de 2003