|
Gargalos
da fruticultura será tema de encontro
Técnicos,
instituições e produtores da região Oeste
se reunirão nos próximos dias na cidade
de Assu para discutir sobre assuntos ligados
aos gargalos na fruticultura irrigada no
agropólo Assu/Mossoró.
Os exportadores
brasileiros em geral enfrentam atualmente
alguns “gargalos” que impedem um crescimento
mais acelerado das vendas ao Exterior, entre
as quais a falta de dispositivos que propiciem
maior agilidade para concessão de financiamentos.
Outra questão
que precisa ser resolvida é a logística,
pois o país necessita de melhor desempenho
portuário. Alem disso, faltam também linhas
de navegação para o exterior e, com maior
freqüência.
O desenvolvimento
integrado da fruticultura passa necessariamente
pela formulação de estudos e a tomada de
procedimentos que eliminem os gargalos,
o que certamente tornará a agroindústria
potiguar mais competitiva.
Os entraves
burocráticos, impostos embutidos nos preços
dos produtos e a adequação da produção às
exigências ambientais são apenas algumas
das dificuldades encontradas no setor para
a entrada no mercado externo.
ESFORÇO
– Segundo o empresário José Pereira, produtor
da região de Baraúna, as dificuldades com
relação a embalagem das frutas exportadas,
pela exigência de qualidade do mercado externo,
têm sido um entrave ao processo de exportação.
Apesar
de todos os esforços do setor pouco tem
se conseguido avançar no sentido de que
haja um maior aproveitamento agroindustrial
das frutas que não passam na classificação
dada as exigências do mercado interno e
externo.
De acordo
com Luís Soares, presidente da Associação
dos Produtores e Exportadores de Frutas
Tropicais do Nordeste (PROFRUTAS), qualquer
dano externo, coloração, manchas e outras
mais desqualificam o produto.
Só para
se ter uma idéia, em termos gerais a produção
de melão chega a atingir entre 35 e 40 toneladas
brutas por hectare, mas após o processo
de seleção essa performance cai para uma
média de 25 toneladas.
Luís Soares
ressalta que a perda acentuada da produção
poderia facilmente ser transformada em álcool,
vinagre, vinho, cachaça, matéria orgânica
para alimentação de bovinos e suínos entre
outras utilizações, caso fosse bem estudadas.
|