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O
mês das reformas
O mês de
março será decisivo para que o governo encaminhe
suas propostas de reformas da Previdência,
Tribuária e Política. O presidente da Câmara,
deputado João Paulo, determinou que serão
criadas comissões especiais simultâneas,
o que favorecerá a agilização da apreciação
pelos deputados. Isso também evitará que
os deputados, chamados do alto clero, façam
parte de todas elas, dando oportunidade
a outros de discutirem essas importantes
medidas.
Os institutos
de pesquisa mostram que os eleitores, em
sua grande maioria, são contra a fidelidade
partidária, considerando que o seu representante
não deve obediência ao partido pelo qual
se elegeu. Isso contraria a idéia central
da reforma, que deverá estabelecer o princípio
da fidelidade, com penalidades para quem
trocar de legenda.
A questão
tributária mobilizará prefeitos e governadores.
Ninguém deseja perder um centavo do que
arrecada, levando-se em consideração que
quase todos estão enfrentando dificuldades
financeiras. Existe projeto elaborado, com
inúmeras tentativas de votação, sem que
se tenha obtido êxito. Chegou a vez de ver
a força do presidente Lula junto ao seu
próprio partido, uma vez que os que apoiaram
o governo FHC já anunciaram a disposição
da aprovação do que defenderam ardorosamente
na administração anterior.
A previdência
será o centro maior dos debates. Há muito
que se tenta acabar com privilégios, vantagens
ou direitos adquiridos, conforme a interpretação
de cada um. Existem vários modelos, já testados
em outros países, que podem ser adaptados
à realidade brasileira. Entretanto, antes
de ser iniciado o debate, militares e judiciário
já se posicionaram contrários a qualquer
modificação em relação às suas aposentadorias.
Com certeza, uma reforma que não modifique
todas as categorias enfrentará resistência
por parte dos demais, que terão de abrir
mão de parte dos seus salários atuais. Que
as reformas precisam acontecer, todos concordam,
mas ninguém quer que mexa na sua situação.
Façam a experiência com os outros.
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