Estudantes protestam na Câmara Municipal 

 

 

 

 

 

 



 

 Vereador questionará
derrubada de liminar

O vereador Renato Fernandes (PSB), um dos principais expoentes do bloco oposicionista na Câmara Municipal de Mossoró, disse ontem à reportagem de O Mossoroense que nem ele nem a sua assessoria jurídica foram comunicados oficialmente a respeito da decisão do Tribunal de Justiça do Estado (TJE), que acatou o pedido de suspensão dos efeitos da liminar concedida pelo juiz da Vara da Fazenda Pública da comarca de Mossoró, Pedro Cordeiro, que invalidava a sessão extraordinária ocorrida na Câmara Municipal de Mossoró no dia 26 de dezembro do ano passado, que criou a Contribuição de Iluminação Pública (CIP) na cidade. Com isso, a guerra da CIP entra em um novo round prometendo pegar fogo, já que a prefeita Rosalba Ciarlini corre risco de ficar sem o apoio da sua própria base.

“Eu fiquei surpreso, pois tomei conhecimento da decisão através da imprensa”, conta o vereador pessebista. Renato revelou que logo após a comunicação oficial da Justiça, embasado no parecer do TJE, ele irá questionar a decisão. Para ele, a expectativa é boa em relação à contra-argumentação, já que a sua assessoria jurídica irá explicar quais os motivos que o levaram a pedir a anulação da sessão extraordinária do Poder Legislativo, invalidando assim a cobrança da CIP.   

DESGASTE - Ele não abriga dúvidas que o gesto do Poder Executivo municipal em tentar implantar a cobrança da CIP de todas as maneiras aumenta ainda o desgaste da prefeita Rosalba Ciarlini. O pensamento do vereador do PSB é reforçado inclusive por edis ligados ao rosalbismo, que, em contato com a reportagem ontem, deixaram claro a preocupação em relação à cobrança da taxa para manutenção da iluminação pública.

“Na realidade a situação complica justamente para nós vereadores que aprovamos a CIP. Ela (Rosalba) não será candidata a nada nas próximas eleições, mas nós disputaremos a reeleição, sob pena de nos prejudicarmos por conta da pressão popular em torno da cobrança, que eu tenho a convicção que não é nada simpática, pelo contrário”, desabafou um vereador governista, preferindo não se identificar, em contato telefônico com a reportagem.

Questionado se a prefeitura municipal teria condições de arcar com os custos de iluminação pública, o vereador declinou maiores detalhes sobre a questão. Ele preferiu argumentar que “se a prefeita e o seu secretariado chegaram à conclusão que é necessária a criação da CIP, nós só temos a concordar”.

Rede Resistência de Comunicação foi o órgão de comunicação que mais combateu a CIP

A Rede Resistência de Comunicação (FM-93,7/jornal O Mossoroense) foi o órgão de comunicação que mais combateu a taxa de iluminação pública, batizada pela prefeitura de Mossoró como Contribuição para Iluminação Pública (CIP). Muda o nome, mas o efeito é o mesmo já que a aprovação da matéria enviada pela prefeita Rosalba Ciarlini terá alíquota de 12% sobre o consumo mensal de energia elétrica, de cada um dos mossoroenses.

Para os contribuintes classificados como “residenciais”, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o teto máximo estipulado é de R$ 44,22. Já os consumidores enquadrados como “não-residenciais” terão como teto máximo para a CIP de R$ 132,66.    

Desde a sua aprovação na Câmara Municipal de Mossoró, em sessão extraordinária que aconteceu no dia 26 de dezembro do ano passado, os órgãos de comunicação de integram a Rede Resistência se posicionou ao lado da população, questionando a cobrança bitributada da tarifa de energia elétrica no município.

O jornal O Mossoroense divulgou com exclusividade o nome dos quatorze vereadores ligados ao situacionismo municipal que votaram a favor da criação da CIP, apresentada pela prefeita Rosalba Ciarlini. A publicidade com a foto e nome dos vereadores que aprovaram a CIP repercutiu em todo o Rio Grande do Norte, como um gesto de pioneirismo, que sempre foi marcante característica deste centenário jornal.

 

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Mossoró-RN, domingo, 9 de março de 2003