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Advogados
de ex-acusados querem processar o Estado
Os
advogados Paulo Lôpo Saraiva, Abraão Dutra
e José Galdino, que efetuaram defesa de
Luzialba Pinto Fernandes, Francisco Veridiano
Pinto Fernandes, o “Fifi”; seu irmão Wallace
Cristiano Fernandes e ainda Carlúcia Maria
de Oliveira, recentemente absolvido em júri
popular realizado na cidade de Assu, estão
em vias de entrar com ação na Justiça contra
o Estado, cobrando indenização por danos
físicos e morais. Informação a este respeito
foi repassada a O Mossoroense na manhã de
ontem, por parte de uma pessoa fortemente
ligada aos ex-apenados.
Após quase
seis anos enfrentando problemas com a Justiça,
haja vista terem sido acusados de envolvimento
na morte da menor Elizete de Moura Lemos,
no dia 10 de dezembro de 1996, finalmente
na última segunda-feira quatro deles foram
submetidos a júri popular. Após quase 20
horas de depoimentos, prestados por parte
dos réus, o promotor Armando Lúcio ao se
expressar em público entendeu não existir
contra eles nenhuma prova concreta da tragédia
de Arapuá, em Ipanguaçu, e solicitou a absolvição
de todos os implicados.
Para o
próximo mês, mais precisamente o dia sete,
novamente o Tribunal do Júri Popular (TJP)
volta a se reunir em Assu, onde desta vez
serão apreciados os processos contra o comerciante
Jofre Pinto Fernandes e a enfermeira Kátia
Maria Fernandes da Costa, a ‘Katita’, também
acusados de envolvimento no caso. Tão logo
o resultado do júri de segunda-feira foi
encerrado, existe a expectativa que o mencionado
casal, integrantes da mesma família, seja
da mesma forma absolvido.
A trama
formada em volta destas pessoas acusadas
transformou por completo a vida de todos
eles. Jofre Pinto, por exemplo, que trabalhava
com troca, venda e compra de carros, teve
de abandonar tudo, haja vista passar a cumprir
prisão preventiva solicitada pelo delegado
Geraldo Luiz de Albuquerque, tido como inimigo
número um de todos eles. Outra que teve
de abandonar seus afazeres foi Luzialba
Pinto.
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