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Professor
de Mossoró é o único
brasileiro a participar
de congresso mundial
O
professor do Departamento de
Ciências da Computação, da Universidade
do Estado do Rio Grande do Norte
(UERN), Everton Notreve, será
o único brasileiro a participar
do Congresso Mundial de Telecomunicações,
em Los Angeles, Estados Unidos.
Ele embarca amanhã para participar
do evento que ocorre entre os
dias 12 e 17 de junho.
Vários
professores do mundo disputaram
uma vaga nesse congresso, mas
somente os 100 melhores trabalhos
serão apresentados. "Juntamente
com o meu somente dois mexicanos
conquistaram uma vaga para a
América Latina", explica
Everton.
O
trabalho que Everton apresentará
nos EUA é sobre inteligência
artificial em equipamentos de
telecomunicações, a obra foi
justamente a sua tese de doutorado.
Aplicação
do trabalho consiste em simular
aparelhos como satélites, antenas,
circuitos integrados de transmissão
em modelos computacionais, ou
seja, o engenheiro em vez de
fabricar o artefato para testar
a sua viabilidade pode fazer
isso de maneira virtual em software.
"O projeto foi desenvolvido
através de vários softwares
que dizem como funcionam esses
equipamentos em várias condições
de funcionalidade, poupando
a necessidade de construção
dos equipamentos de telecomunicações
para estudos ou realização de
experiências prévias. Assim
ele cria no próprio software
onde ele faz um estudo virtual
para aí sim depois dos cálculos
ver a viabilidade desses equipamentos",
explica o professor.
O
trabalho de Everton Notreve
foi desenvolvido durante a confecção
de sua tese de doutorado, defendida
em 2004, realizado na Universidade
Federal de Campina Grande (UFCG)
e durante um período em que
ele esteve na Universidade da
Inglaterra, em Londres.
Durante
sua participação no congresso,
o professor vai aproveitar para
viabilizar convênios para o
Departamento com representantes
de outras universidades e empresas
do exterior com o objetivo de
ampliar os laboratórios com
a aquisição de novos equipamentos,
além de trocas de experiências.
"Isso será importante não
só para mim como para a Uern
e para toda Mossoró", comenta.
ESPECIALIZAÇÃO
- Aproveitando o embalo do sucesso
do professor Everton Notreve,
a Uern deve criar em meados
de julho o curso de especialização
em informática aplicada, a idéia
está sendo analisada pelo Conselho
de Ensino Pesquisa e Extensão
(CONSEPE) e pelo Ministério
da Educação.
Mossoró
carece de curso de engenharia
A
Uern em Mossoró possui um curso
de Medicina, um de Enfermagem
e outro de Ciências da Computação,
mas faltam cursos na área de
engenharia como a civil, elétrica,
têxtil, da computação, áreas
das quais mais se produzem trabalhos
científicos no Brasil.
A
única instituição de ensino
que conta com cursos de engenharia
é a Escola Superior de Agricultura
de Mossoró (ESAM), que possui
dois na área rural. Esta cidade
conta com dois cursos na área
de informática, são eles: sistemas
de informação da Faculdade Mater
Christ e o de Ciências da Computação
da Uern, curso esse que a Esam
também tem o objetivo de implantar,
o que para o professor Everton
não deveria ser feito: "O
interessante era que a Esam
ao invés de implantar um curso
de ciências da computação colocasse
em funcionamento um de engenharia
da computação que a cidade não
tem", acrescenta.
O
professor aponta um dos fatores
que contribuíram para que Mossoró
dispusesse de poucos cursos
nessa área: "Um curso de
engenharia é muito caro porque
exige a montagem de uma estrutura
física de laboratórios e não
adianta fazer isso sem condições,
o problema aconteceu em outras
instituições", explica.
DIFERENÇA
- Genericamente os cursos da
área de informática são muito
próximos, a diferença é que
o de ciências enfoca o desenvolvimento
de softwares, o de sistemas
de informação a aplicação da
informática as empresas e o
de engenharia da computação
ao desenvolvimento de hardwares,
máquinas e equipamentos.
Currículo
Graduado
em engenharia elétrica pela
UFRN, mestrado em telecomunicações
pela UFRN e doutorado em processamentos
de informação pela UFCG.
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