Sem aulas

Ilmº Sr. Jornalista Márcio Costa, Invocando a Lei de Imprensa, solicito de V. Sª a gentileza de publicar em vosso conceituado veículo de informação, na íntegra, os esclarecimentos que seguem abaixo, em resposta à matéria de 01 de junho do corrente ano, intitulada "SEM AULA". Em primeiro lugar, inverto a expressão "Falamos com o coordenador de curso..." redigida pela engenheira civil Tatianne K. Ribeiro, aluna do 4º período do curso de economia. No dia 18 de maio, enquanto Coordenador Pedagógico do referido curso, fui pessoalmente às salas de aula do 2º e 4º períodos e avisei aos alunos que tínhamos um problema relacionado ao transporte para o deslocamento dos professores de Mossoró para as aulas em Umarizal, o qual seria solucionado o mais rápido possível, haja vista, por este motivo, ninguém ser prejudicado. Me surpreendeu a rudeza das "afirmações" contidas naquela matéria! Não reputo dúvida no que concerne ao direito da exigência açodada da aluna (laranja), mas refuto a forma agressiva, incompatível com o ambiente que pressupomos de pessoas civilizadas, sobretudo quando ainda estávamos praticamente iniciando o semestre letivo, em tempo, pois, de arrumar alguma pendência. Esclareço ainda que, quando o professor por algum motivo se impossibilita de ministrar sua aula, é do coordenador mobilizar-se imediatamente na tentativa de contatar um outro professor do curso que, desobrigadamente, possa e queira preencher o horário então vago.  Este foi o procedimento. Os docentes possíveis, por motivos legítimos seus, infelizmente não puderam colaborar. Esse tipo de evento é razoavelmente previsível e, não raro, acontece. Em contato com o coordenador do Setor de Transportes - sr. Cláudio - ficou patente o seu empenho junto à reitoria na resolução do problema, uma vez que este último já estava solucionado. Finalizo assegurando aos alunos do curso de economia de Umarizal que os problemas são naturais frente aos desafios que são constantes, são humanos, e existem para serem solucionados. Sei que a maioria dos alunos sabem e compreendem a essência desses esclarecimentos. Portanto, deixo o convite a todos que fazem o Núcleo de Umarizal, vamos contribuir para melhorar o nosso espaço acadêmico e na soma forjar uma sociedade melhor, considerando que a História também produz deselegâncias anti-éticas, que a crítica para ser construtiva necessitará sempre de uma coisa chamada "originalidade"! Atenciosamente.         

Prof. Juarez Antunes de Lima

Esclarecendo

Caro professor, permita algumas colocações discordantes, assim como preza o direito à livre expressão, bem utilizado pelo senhor no espaço acima. Um espaço democrático como a Giro Pelo Estado jamais irá necessitar da invocação ao direito de resposta. O espaço é aberto a todos que queiram expressar o seu pensamento sobre determinado assunto, desde que seja comprovada a lisura da fonte e o objetivo de enriquecer a sociedade.  

Equlíbrio

Acredito que a aluna tratada como laranja pelo senhor, não tenha cometido nenhum pecado na busca dos seus direitos. Já passei por dois cursos superiores e sei como funcionam as coisas no ensino público. Respeito a sua condição de coordenador que exige a conciliação de interesses entre o alunado e os entraves burocráticos universitários, mas vejo que a Uern contou com um período de latência entre o fim de um período e outro, e argumentar que o semestre se encontrava em seu início não minimizava as dimensões do problema que chegou a ser alertado pelo senhor em sala de aula.

Defesa

Perdoe-me na defesa gratuita e espontânea à aluna citada, mas na minha opinião a reivindicação não atingiu as regras da ética e creio que a crítica tenha sido construtiva na medida em que possa ter acelerado a resolução de um problema que fugia ao seu controle e boa vontade de resolução.

Às ordens

Espero que os comentário não sejam absorvidos como antiéticos na medida em que estão sendo veiculados para evitar um natural confronto de idéias com a referida aluna que, sem a defesa neste espaço, poderia buscar outros meios para tal. Estamos às ordens.  

Posicionamento

No tabuleiro da política estadual a governadora Wilma de Faria não quer abrir espaços para a dúvida, nem alimentar possibilidades dúbias por muito tempo. Precisa saber o solo que pisa no atual momento da política para garantir o fortalecimento do seu nome nas bases que inevitavelmente vai render pontos importantes nas pesquisas de opinião pública.

Recado

Diante deste pensamento já mandou o recado. Agripino está fora dos seus planos. Com o recado, Wilma deixa claro: os deputados que são ligados ao senador que tentam garantir a manutenção dos espaços com o pensamento do velho ´eu gosto de Juazeiro, mas adoro Petrolina´ terão que decidir de que lado da ponte vão ficar.

Esclarecendo

O diretor administrativo do Hospital Cleodon Carlos, Antônio Jonas, liga para esclarecer que o prefeito Leonardo Rego foi convidado para participar da solenidade de entrega do Cheque-Reforma realizado na última segunda-feira. Jonas destaca que falhas na comunicação impediram que ele repassasse a informação com precisão à coluna no saguão de espera do campo de pouso da cidade de Pau dos Ferros.

Reforço

O prefeito de Pau dos Ferros, Leonardo Rego, fez questão de destacar em todos os momentos da passagem da secretária Márcia Maia por Pau dos Ferros que a participação do governo estadual na cidade oestana era determinante para o atual momento de desenvolvimento do município pólo.

Balanço

Leonardo citou como ações diretas do governo com perspectiva de impacto regional as melhorias no Hospital Cleodon Carlos, a inauguração da Central do Cidadão, a estruturação do Centro Vocacionado Tecnológico (CVT), o programa de habitação estadual além do apoio a iniciativas do município como a reativação das festas juninas.    

Apoio

Segundo o prefeito oestano, pelo menos 70% dos custos com os festejos juninos estão sendo bancados pelo governo do Estado. Avaliando a enxurrada de investimentos direcionados pela governadora a Pau dos Ferros, dá para entender o porquê do esforço de Getúlio Rego para garantir a aproximação entre Agripino e Wilma de Faria.

Afastados

A justiça anunciou na tarde de ontem o afastamento dos prefeitos de Rio do Fogo Francisco das Chagas Cruz e Encanto, Gonçalo Neto acusados de irregularidade nas últimas eleições. Vale lembrar que em Encanto o vencedor acumulou nada mais nada menos do que 85% dos votos.

Intermediário

Para quem acha que o Brasil se mantém na ponta entre os países que se destacam pela prática da corrupção, o chefe da delegação do Banco Mundial no 4° Fórum Global de Combate à Corrupção, Daniel Kaufmann, afirma que o país ocupa posição intermediária na escala que mede os níveis de corrupção em 205 países do mundo. A escala que apresenta países como Zimbábue e Guiné na faixa mais extrema, da classificação, a vermelha, teria ainda outras três faixas, sendo elas a laranja a amarela e a verde, estando o Brasil inserido na faixa amarela.

 

MÁRCIO COSTA
E-MAIL: marciocosta@omossoroense.com.br

É coordenador de Marketing de O Mossoroense

 

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