Governadora reivindica inclusão do RN na ferrovia Transnordestina

A Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN) vai estudar, junto com o governo do Estado, a viabilidade econômica de incluir o Rio Grande do Norte no projeto da ferrovia Transnordestina. O presidente da empresa que irá tocar o projeto de integração da malha ferroviária regional, Jaime Nicolati, esteve na manhã de ontem com a governadora Wilma de Faria. A pedido dela, a companhia irá apoiar a realização de um
estudo pelo governo do Estado que comprove a viabilidade técnico-econômica da obra em território potiguar. Segundo o presidente da CFN, esta é a primeira vez, desde que o projeto foi concebido, há mais de 40 anos, que o Rio Grande do Norte reivindica a inclusão.

Orçada em R$ 4,5 bilhões, a ferrovia Transnordestina pretende ligar os estados do Nordeste produtores de grãos em larga escala no Piauí, aos portos de Pecém (Ceará) e Suape (Pernambuco), que atualmente são responsáveis pela maior parte do escoamento da produção regional. “Desde que foi concebido, o projeto jamais considerou o Rio Grande do Norte nem houve nenhuma manifestação anterior que reivindicasse a inclusão do Estado. Mas a iniciativa da governadora Wilma de Faria é muito oportuna porque ainda é possível fazer mudanças", informa Nicolati.

Conforme o presidente da CFN, a ampliação da malha ferroviária, incluindo o Rio Grande do Norte, vai depender de estudos de mercado que comprovem a viabilidade e a necessidade da obra para o desenvolvimento econômico não apenas do Estado, mas de toda a região. “É preciso uma completa análise de logística, que avalie distâncias, o potencial de
cargas e o custo-benefício da obra", observou, destacando que os primeiros ramais ferroviários devem ser construídos a partir do próximo ano.

O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, João Maia, que participou da audiência, lembrou que o governo do Estado não vai deixar de lutar pela inclusão do Rio Grande do Norte no projeto. “O problema é que nunca lutaram por isso antes. Quando as linhas férreas foram privatizadas, o trecho ligando Mossoró a Sousa na Paraíba, nem estava mais sendo utilizado. Depois da privatização, em 1998, os trilhos deste trecho, inclusive, foram vendidos a um sucateiro, e ninguém fez nada", reclama.

O secretário disse que o Estado está empenhado na elaboração do estudo de viabilidade técnico-econômica em parceria com a CFN. “Não podemos ficar de fora dessa importante obra de infra-estrutura”, concluiu.

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