|
Caminhoneiros
autônomos trocam RN por outros Estados
CRISTIANO
ROJAS Repórter de Economia rojas@omossoroense.com.br
Os
altos custos operacionais com manutenção
e óleo diesel em contraposição ao baixo
valor pago pelo carregamento de mercadorias
têm afugentado os caminhoneiros autônomos
do Rio Grande do Norte para outros Estados.
De acordo
com o autônomo João Victor Sampaio, dono
de dois caminhões modelo bi-trem (com duas
carretas) que possui dois caminhões bi-trem
(com duas carretas) o principal motivo tem
sido o valor do frete, que não tem compensado.
Segundo
ele, o preço pago pelos embarcadores de
mercadorias no Estado não tem acompanhado
sequer os reajustes do óleo diesel, que
só neste ano passado teve sete aumentos.
Enquanto isso, o frete não sofre reajustes
consideráveis há dois anos.
ÔNUS
- O caminhoneiro ressalta que muitos companheiros
de estrada deixaram de pegar mercadorias
no Rio Grande do Norte por causa do preço
defasado do frete. “Eles estão preferindo
Camaçari, na Bahia e Laranjeiras, em Sergipe,
devido a economia de óleo que isso representa”.
O próprio
Victor Sampaio é um exemplo. Ele está de
mudança para o Paraná, onde pretende
ficar mais próximo dos principais centros
produtores e compradores do país, onde o
frete vale mais e até a economia com manutenção
é menor.
O caminhoneiro
conta que os gastos com a manutenção dos
dois caminhões subiram em mais de 60%. “Tudo
foi reajustado: pneus, peças, óleo. Só o
frete que não sobe de preço”, comenta.
Já o valor
do frete no Sul, Sudeste e Centro-Oeste
vale o dobro do que é pago no Nordeste.
Enquanto que nas três regiões o preço pago
ao caminhoneiro por tonelada custa em média
R$ 140, no Rio Grande do Norte, por exemplo,
o mesmo está valendo R$ 60.
|