:: EDIÇÕES ANTERIORES ::

 

EDITORIAS

:: Cotidiano

:: Economia

:: Esporte

:: Polícia

:: Política

:: Regional

:: Universo

OPINIÃO

:: Editorial

:: Notas da Redação

:: Laíre Rosado

:: Emery Costa

:: Pedro Carlos

:: Cid Augusto

:: Giro pelo Estado

:: Sérgio Oliveira

:: De Olho na Mídia

SOCIAIS

:: Paulo Pinto

:: Carol Fernandes

:: Clickvip

SOCIAL-CIDADES

:: A notícia é

:: Alexandria

:: Almino Afonso

:: Apodi

:: Areia Branca

:: Caraúbas

:: Macau

:: Patu

:: Pau dos Ferros

:: São Miguel

:: Umarizal

O JORNAL

:: Assinatura

:: Expediente

:: Histórico

:: Painel do Leitor

 

CHUVA DE PEIXES

Durante um temporal que atingiu o noroeste mineiro, os moradores da região foram surpreendidos quando pequenos peixes começaram a cair do céu. Quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007, uma data pra não se esquecer. Não se trata de mais uma história de pescador. É a mais pura realidade. A estranha chuva aconteceu mais precisamente nas cercanias da cidade de Paracatu (MG).

Ao ler a notícia, lembrei-me que havia encontrado algo a respeito desse fenômeno meteorológico na edição de setembro/2006 da revista francesa "Science & Vie".

A chuva de peixes não é um acontecimento tão raro quanto parece. O escritor sueco Olaus Magnus descreve o fenômeno no seu livro "História dos Povos do Norte" impresso em Roma no ano de 1555. Sob o título "Ciências das elites e crenças populares" a revista francesa acima mencionada faz alusão ao fato e cita outros fenômenos associados a crendices, como a queda de meteoritos, a aurora boreal, o fogo fátuo etc.

A explicação plausível para a chuva de peixes é simples e compreensível. Fortes ventos com características de tornados passando sobre água acumulada (lagoas, açudes, mares fechados, rios etc.) podem sugar pequenos animais como sapos, peixes, pássaros e conduzi-los ao longo de vários quilômetros. Ao diminuir de intensidade, o vendaval libera os animais que caem geralmente acompanhando uma chuva ou tempestade.

Às vezes, os animais, caso dos peixes, suportam a viagem e ainda caem com vida. Isto pode comprovar o pequeno intervalo de tempo da duração do fenômeno ou da viagem. Embora existam em vários países, milhares de testemunhas oculares das chuvas de peixes, a primeira parte do fenômeno, ou seja, aquela quando o tornado suga os animais, jamais foi presenciada por alguém ou comprovada cientificamente.

Este caso de Paracatu (MG) é o primeiro oficialmente registrado no Brasil. Em caráter excepcional, o fenômeno pode ocorrer mesmo na ausência de fortes ventos. Estudos sobre o episódio citam casos de chuvas de peixes nos estados americanos de Maryland (1828), New Jersey (1833), Rhode Island (1900), South Carolina (1901) e Louisiana (1901). Há ainda registros de outras chuvas em País de Gales (1841 e 2004) e na Índia (2006).

Após essas explicações, aquela máxima da nossa política em dizer com sentido metafórico "se um jabuti está em cima de uma árvore é porque alguém o colocou lá", em determinadas circunstâncias, esse alguém pode ter sido um vento forte, o responsável direto pelo inusitado quadro. Prova disso foi a tempestade que aconteceu em Louisiana (EUA) em 1896, quando caíram patos, pica-paus e canários.

 

 

Copyright,© 2000-2006 - Editora de Jornais Ltda - Todos os direitos reservados
Site melhor visualizado em 800x600