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Uma
alternativa turística
Como se
fora “água mole em pedra dura tanto bate
até que fura”, com muita persistência, dedicação,
esforço dos potiguares de modo geral, o
nosso Estado do Rio Grande do Norte, com
especial destaque para Natal, terminou se
transformando numa alternativa turística
importante no seio da região Nordeste. E
isso se deu como resultado de um trabalho
diuturno, de “formiguinha” mesmo, que levou
anos, mas que a sua consolidação só veio
de uns três anos para cá. O importante é
que tendo alcançado esse relevante estágio
na sua condução no rumo de se tornar uma
alternativa turística, como de fato estamos
chegando agora, é batalhar para se manter,
numa etapa mais próxima crescer e espalhar
essa idéia do turismo pelo restante do Rio
Grande do Norte. E nesse caso se inclui
a nossa Mossoró e o Oeste do Estado.
Mas, vamos
aos números a que chegamos para se alcançar
esse patamar. Em 1999, Natal possuía menos
vôos em termos quantitativos do que Fortaleza,
no vizinho Ceará. E mais: a tarifa dos hotéis
cearenses era dobrada em relação aos nossos
estabelecimentos hoteleiros e a ocupação
das hospedagens do vizinho Estado era sempre
superior à nossa.
Hoje, passados
apenas três anos de uma árdua batalha, a
cidade do Natal se equiparou com bons hotéis,
assegurou hospedagens de primeiro mundo
aos visitantes que procedem de outros países,
passamos a um estágio de fino trato com
esse pessoal que vem de fora e, daí, conquistamos
uma importante fatia do mercado. Ganhamos
em termos de diferencial e avançamos no
tempo.
Para que
se faça os devidos comparativos, um hotel
de boa categoria que há três anos cobrava
135 dólares por uma diária em Fortaleza
hoje cobra apenas 50 dólares e mesmo assim
se ressente da presença de turistas.
Essas constatações
servem bem para dimensionar o estágio que
alcançamos nesse aspecto e que é bem possível
que ele nos ofereça, definitivamente, uma
posição de destaque no cenário nacional.
Insistimos na tese de que, na rebarba desses
acontecimentos, nossa região polarizada
por Mossoró poderá tirar um bom proveito
dessa situação. É só usarmos da capacidade
que temos e da tenacidade que nos é peculiar
para chegarmos lá. Claro, sem deixar de
registrar que se torna imprescindível um
empurrão governamental.
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