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Reunião
com criadores definirá cronograma da
vacina em Areia Branca
LUCIANO
OLIVEIRA Editoria do Regional regional@omossoroense.com.br
AREIA
BRANCA – Uma reunião com os pecuaristas
na próxima segunda-feira, 14, definirá o
cronograma da campanha de vacinação contra
a febre aftosa no município. O encontro
será realizado às 9h30, no Centro de Capacitação
Profissional de Areia Branca (CCP).
Durante
o encontro com os criadores de bovinos,
o prefeito José Bruno Filho (PMDB) vai discutir
a formalização de uma parceria com a categoria,
visando desenvolver uma cobertura vacinal
100% nas zonas urbana e rural. Também será
vista a questão da distribuição de vacinas
com os pequenos criadores e aqueles de menor
poder aquisitivo.
O propósito
do chefe do Executivo municipal é que nenhuma
rês fique sem ser vacinada. A exemplo das
campanhas anteriores, o prefeito Bruno Filho
quer o engajamento das secretarias de Agricultura
e Pesca e da Saúde no sentido de mobilizar
o maior número possível de pessoas envolvidas
com a vacinação.
Segundo
Bruno Filho, é importante que os criadores
areia-branquenses continuem tendo a vacina
contra a febre aftosa como um fator primordial
para manter o gado livre da doença. “Embora
não temos casos registrados em nossa área,
é importante uma parceria do Poder Executivo
com os criadores de gado, garantindo a vacinação
dos rebanhos existentes no município, afastando
em definitivo possíveis riscos em relação
a doença”, enfatiza.
Ontem,
a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária
e Pesca (SAPE) enviou ao município o médico
veterinário Marcos Germano e o engenheiro
agrônomo Rômulo de Faria Batista, que mantiveram
contato com o pessoal envolvido na campanha
em nível local. No encontro foram esclarecidas
algumas dúvidas com relação ao trabalho
a ser desenvolvido no município, durante
o desenrolar da campanha que atingirá os
perímetros urbano e rural.
A campanha
iniciada no último do 1o de abril é a quinta
realizada no Estado, com intuito de obter
do Ministério da Agricultura a declaração
de área livre. Para uma região ser considerada
“Zona Livre”, são necessários alguns requisitos
técnicos, como por exemplo a não-existência
de febre aftosa, um percentual de vacinação
acima de 80%, o controle externo do trânsito
do animal, o cadastramento das propriedades,
a existência de barreira nas fronteiras,
a criação de uma lei de defesa animal e
seu respectivo regulamento, a análise do
grau de risco das regiões vizinhas, além
de um serviço de atenção veterinária em
funcionamento.
Durante
o lançamento da campanha, em Parnamirim,
o secretário estadual de Agricultura, Pecuária
e Pesca, Iberê Ferreira de Souza, destacou
que “a campanha é fundamental não apenas
por proteger o nosso rebanho, mas também
porque representa um necessário reconhecimento
da comunidade internacional importadora
de frutas, do nosso camarão, já que sabemos
ser também uma das pré-condições para continuarmos
mantendo nossas exportações livres de qualquer
tipo de barreira sanitária”.
Todos os
criadores de bovinos do Rio Grande do Norte
devem participar ativamente e vacinar todos
os animais até o dia 30 de abril, data de
encerramento da campanha.
Febre
aftosa é uma zoonose altamente contagiosa
e de evolução rápida
A febre
aftosa é uma zoonose (transmissível ao homem)
altamente contagiosa, de evolução rápida,
causada por um vírus que ataca animais domésticos
e selvagens de casco composto por duas unhas.
O agente causal é um vírus que pertence
à família Picornaviridade e ao gênero Aftovírus.
O vírus
é eliminado nas secreções e excreções dos
animais doentes, através da saliva, leite,
fezes e materiais de uso geral, contaminados.
O contágio se dá através da ingestão ou
inalação desse vírus.
A febre
aftosa provoca a diminuição da produção
de carne e de leite, desvaloriza os animais
e causa problemas ao comércio nacional e
internacional de carne, leite e derivados.
Como conseqüência mais grave, o mal ataca
a renda do produto, causando prejuízos.
Segundo
os especialistas, não existe tratamento
para a febre aftosa. A prevenção é a única
forma de combater a doença. Existem formas
de se prevenir e o meio mais correto é usando
a vacinação regular.
O criador
deve procurar, durante os dias da campanha,
a farmácia veterinária de sua confiança
para adquirir as vacinas. Apenas neste período
os comerciantes do Estado podem comercializar
o produto, que tem validade por seis meses.
No momento
da compra das vacinas, os criadores devem
solicitar a nota fiscal das farmácias veterinárias
e apresentá-las juntamente com a comprovação
da vacinação ao escritório da Emater/RN
de seu município, ou a um órgão da Sape
onde o rebanho esteja localizado. Através
deste processo, os técnicos da Emater poderão
fornecer, quando necessário, a guia de transferência
dos animais, seja para outra localidade
ou para o abate.
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