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Dirigente
vê com ressalvas proposta de gestão
democrática
O
processo de gestão democrática nas escolas
públicas estaduais, anunciado pela governadora
Wilma de Faria(PSB), que pode incluir a
eleição direta para escolha dos diretores
de escolas, é visto com ressalvas pelo Sindicato
dos Trabalhadores em Educação do Rio Grande
do Norte(Sinte/RN). Pelo menos na diretoria
da entidade em Mossoró e região, de acordo
com declarações do professor Josué Araújo.
Ele coloca
como preocupação o que foi feito em Mossoró.
“Não estamos dizendo que a governadora vai
repetir a mesma farsa da prefeitura de Mossoró,
mas este é um detalhe que não pode ser esquecido”,
comentou Josué.
O dirigente,
no entanto, concorda que havendo sim a participação
da comunidade escolar e sua decisão pelo
voto sendo respeitada, tem total apoio da
categoria.
A escolha
de diretores com o voto de professores,
funcionários, alunos e pais de aluno bate
justamente com a defesa feita pelo sinte,
desde que os escolhidos tenham vínculo com
o Estado e seja empossado aquele mais votado.
“Temos que questionar é se este processo
vai resolver o problema das escolas e se
não trará problemas caso seja eleito alguém
que não faça parte dos interesses do governo”,
preocupa-se Josué.
Ele lembra
que no passado a educação no Rio Grande
do Norte já viveu as duas situações, ou
seja, já teve respeitada a escolha da comunidade
escolar quando o governo nomeou o escolhido
e também enfrentaram problemas com escolas
que foram excluídas de alguns benefícios
por conta de sua escolha pelo voto. “Para
o processo ser legítimo, as escolas precisam
de autonomia”, concluiu o dirigente.
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