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Comportamento
Vestibular:
Como se comportar até as provas?
A Universidade
do Estado do Rio Grande do Norte (UERN)
aplica na próxima semana as provas do maior
vestibular de sua história – número recorde
de cursos, vagas ofertas e candidatos inscritos.
Nesse ano,
são mais de 23 mil pessoas tentando um lugar
na universidade. Gente das mais variadas
classes sociais, de diferentes grupos etários
e com o mesmo sonho de conseguir o diploma
de nível superior.
Faltando
apenas uma semana para os exames, a ansiedade
aumenta. A cada dia, um sentimento novo
toma conta daqueles que irão se submeter
às provas. Tensão, medo e pressão são os
mais comuns.
A rotina
de cada um dos candidatos é diferente. Há
aqueles que se dedicam diuturnamente aos
estudos. Existem os que relaxam e não querem
nem ver livros e caderno por perto. No meio,
aqueles que dão pequenas revisadas nos conteúdos.
Todos,
no entanto, estão sujeitos a um problema
comum que rotineiramente pega os concorrentes:
o famoso “branco”. São muitos os que depois
de horas de estudo, de decorar fórmulas,
de absorver conceitos são pegos por esse
mal.
Muitas
vezes, explica a psicóloga Ana Catarina
Oliveira, isso acontece porque as pessoas
deixam para estudar tudo num espaço curto
de tempo, o que acaba resultando em estresse.
Quando não é a sobrecarga de estudo, acrescenta,
quem ataca é o nervosismo. “Então o que
se vê é que as pessoas são acometidas por
um bloqueio que as impede de lembrar o que
foi estudado”, analisa.
Relacionado
a aspectos psicológicos, esse problema é
geralmente provocado por situações de tensão,
possivelmente gerada pelo excesso de expectativas,
dos pais ou do próprio estudante.
Além disso,
há a necessidade de se sair bem nas provas.
“Quando existe um fracasso anterior, então
o candidato fica ainda mais tenso e com
uma sensação de impotência”, explica Ana
Catarina.
Também
há casos em que o estudo de um conteúdo
gera tanta angústia que, inconscientemente,
quem os estudam o elimina da mente.
Estudantes
em época de vestibular estão entre as vítimas
mais freqüentes. A importância do sucesso
na prova toma proporções exageradas, e alguns
chegam a perder o controle emocional.
Ana Catarina
aponta que há casos em que as pessoas que
não conseguem êxito no vestibular passam
a se martirizar e até a pensar que as coisas
perderam o sentido. “Quando esse problema
passa a interferir na vida pessoal, é necessário
amparo psicológica a essa pessoa”, destaca.
A função da análise é melhorar a auto-estima
e ajudar o jovem a lidar melhor com as pressões.
Apesar
de não ser considerado uma doença, o bloqueio
de memória indica uma má função do cérebro.
A memória é um conjunto de informações que
ficam guardadas na ligação entre os neurônios,
em forma de estímulos. É como uma série
de códigos que vamos acumulando durante
a vida, definem os especialistas.
Toda a
informação apreendida é codificada pela
mente. O normal é que, respondendo a um
estímulo externo, a mente “devolva” os dados
guardados.
Nesse processo,
dois tipos de falha podem gerar o bloqueio.
O primeiro é quando a informação não é bem
codificada. Isso é mais comum, de acordo
com os neurologistas, entre os alunos que
estudam na véspera da prova e não têm tempo
de absorver a matéria com calma.
A outra
é quando a informação está gravada, mas
o estudante não consegue acessá-la, ou não
é capaz de “decifrar” os códigos. A mente
deve criar ‘atalhos’ que, quando for preciso,
a levem até a informação gravada nas diferentes
partes do cérebro. Sob intensa pressão,
esses ‘atalhos’ podem não funcionar direito
e o estudante não conseguir acessar a informação,
mesmo que ela esteja muito bem codificada”,
explica.
A receita
para o bom funcionamento da memória depende
de questões físicas e psicológicas. Procurar
afastar a ansiedade e pensar positivo são
os conselhos da psicóloga Ana Catarina.
Ela orienta que a pessoa tem que se conscientizar,
se convencer de que sabe toda a matéria
e é capaz.
Na parte
física, dormir de seis a oito horas por
dia, não consumir álcool e se manter alimentado
são três medidas que podem ajudar bastante
Algo unânime
na opinião dos educadores é que os alunos
devem nesse período apenas reforçar os conteúdos
que já sabem, ou tentar aprender os tópicos
que acham que conseguirão entender em pouco
tempo.
Para os
especialistas, não há vestibulando que faça
a prova sabendo todo o conteúdo, mas como
são muitas questões e o programa cobrado
é muito extenso, pode-se passar em qualquer
carreira desconhecendo alguns pontos específicos.
Um alerta: quem não aprendeu até agora não
terá mais tempo.
Caso o
aluno tenha estudado durante o ano inteiro,
ele não precisa ter medo da prova ou da
concorrência. Além do mais, acrescenta Ana
Catarina, o vestibulando tem que ter em
mente que esse é apenas mais um passo na
sua vida.
Psicóloga
orienta vestibulandos
Uma boa
semana de preparação pode ser um bom passaporte
para a universidade. Organizar uma rotina
que não extrapole os limites do estudo ou
que não prime pelo relaxamento dos estudos
é fundamental, explica a psicóloga Ana Catarina
Oliveira Franco.
Ela diz
que nessa semana que antecede as provas,
quem tiver estudando deve manter o ritmo
de estudo. “Não aumentar ou diminuir a carga
diária de estudo deixa o candidato num bom
nível e numa rotina interessante, tirando
aquela sensação de que se está se preparando
para o tudo ou nada. Quem vem estudando
freqüentemente, está acumulando conhecimento
e poderá se dar muito bem nas provas, nessa
rotina”, analisa.
Outra dica
importante é aproveitar o tempo que ainda
resta – principalmente nesse final de semana
e início da próxima - para fazer revisão
dos pontos que aprendeu ao longo do ano.
Inicialmente,
deve-se privilegiar as matérias que irão
cair na primeira prova.
A psicóloga
revela ainda que o candidato só deve tentar
aprender um conteúdo novo se realmente achar
que tem condições de fazê-lo em menos de
uma semana.
Ela recomenda
ainda que se faça mais testes de múltipla
escolha do que questões discursivas. Ao
treinar com os testes, o aluno começa a
se familiarizar com o tipo de prova e consegue
responder em menos tempo às questões - em
média, o candidato tem três minutos para
cada uma. Valorizar o que aprendeu e não
se desesperar com o que não sabe. Os conteúdos
são amplos e permitem que o candidato ignore
alguns pontos e mesmo assim seja aprovado.
Tente não
deixar que a ansiedade atrapalhe seus relacionamentos
afetivos, por isso recomenda-se não brigar
com a namorada ou com os familiares.
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