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Saúde
Gagueira
que surge na infância
A facilidade
de comunicação é um dos requisitos mais
importantes para que uma criança, no futuro,
possa se tornar um adulto mais seguro. No
entanto, alguns problemas relacionados à
fala podem atrapalhar esse desenvolvimento
e se tornarem de difícil entendimento muitas
vezes motivo discriminatório.
Cada vez
mais cedo os problemas relacionados à fala
em crianças são identificados pelos pais
e jovens adultos buscam pela primeira vez
uma solução para resolver uma determinada
doença da fala que perdura há vários anos.
A gagueira,
por exemplo é um dos problemas que podem
afetar a fala, ainda em seu estágio inicial.
Em grande parte dos casos é identificada
nas crianças e o que frequentemente
levam os pais a procurar por ajuda profissional.
Em Mossoró,
atualmente cinco profissionais tratam dos
problemas referentes à fala e à audição.
Um número que vem sendo considerado pelos
próprios fonaudiólogos como pequeno para
atender as necessidades de um grande número
de pessoas que buscam tratamento.
A fonaudióloga
Sara Hayana Araújo Fernandes é a única na
cidade que atende à população pelo Sistema
Único de Saúde (SUS) e confirma que a procura
é muito intensa para a realização de tratamentos
relacionados a este problema. No entanto,
é possível que a gagueira nas crianças não
seja, imediatamente, um motivo de preocupação.
Segundo
a especialista, em relação a crianças há
uma idade específica até que a gagueira
possa ser considerada realmente um problema
para terapia fonaudiológica.
Entre os
casos atendidos na cidade, a fonoaudióloga
coloca que é comum os pais levarem os filhos
e depois se identificar que ainda não é
o momento para tratamento.
Isto porque
é comum que a criança apresente gagueira
dos três aos seis anos de idade, período
em que ela está assimilando muitas palavras
novas e muito rapidamente. Desta forma,
a orientação que caso o problema persista
é procurar a ajuda do especialista.
TRAUMAS
- Na maioria dos casos de crianças com idade
a partir de 10 anos, a gagueira pode ter
sido ocasionada por algum trauma em família,
susto ou alteração neurológica.
“É bastante
freqüente crianças com gagueira depois de
passar por traumas como a separação dos
pais, por exemplo. Neste caso, o tratamento
deve ser feito com acompanhamento psicológico
para dar resultados mais rapidamente.
No entanto,
verificado o problema em crianças o ideal
é que se faça o tratamento. Principalmente
porque sendo adulto e, o pior, trazendo
a gagueira desde a infância, o tratamento
torna-se ainda mais complicado.
“Muitos
rejeitam o tratamento psicológico e é mais
difícil tratar. Por isso, não há um tempo
certo para que o problema seja curado. Vai
depender de cada caso”, explica Sara Araújo.
Rouquidão
pode ser bastante prejudicial
Outro problema
que afeta adultos e crianças são as disfonias,
ou rouquidão, que afetam as cordas vocais
de forma bastante prejudicial e em adultos
se dá mais com profissionais que utilizam
constantemente a voz. Por exemplo, os professores
que falam alto, forçam a voz e por tempo
superior a quatro horas diárias, inalando
o pó de giz, são os que sofrem mais.
Podem ser
citados os cantores também. Com o tempo
a rouquidão vai se apresentando por mais
tempo e mais vezes, causando inflamações.
Nestes casos, o tratamento é feito não com
exercícios, mas sim com aparelhos que visam
o relaxamento das cordas vocais.
Quanto
as crianças, a rouquidão ocorre devido a
hiperatividade dos meninos e meninos que
gritam muito, brincam em temperaturas elevadas
e depois bebem líquidos gelados com choque
térmico.
Disvalia
é diferente de gagueira
A mesma
orientação também é válida para a disvalia
ou a troca da fala, também freqüentes em
crianças. As trocas são de letras como a
do personagem dos quadrinhos ‘Cebolinha’,
que troca o “R” pelo “L” ou o “C” pelo “T”
etc.
Em crianças,
a disvalia pode ser considerada normal até
aos seis anos. A partir daí, se o problema
persistir, é necessário identificar a causa
que pode estar relacionada a um problema
da musculatura, ou seja, língua presa, movimentação
inadequada, alterações na musculatura.
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