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Juiz
anula sessão que aprovou a CIP
LUÍS
JUETÊ Da Editoria de Política
“Não
foi uma vitória pessoal minha e sim do povo
de Mossoró”, a afirmação é do vereador Renato
Fernandes (PSB) após a decisão do titular
da Vara da Fazenda, juiz Pedro Cordeiro
Júnior, que determinou a anulação da sessão
da Câmara Municipal de Mossoró que aprovou
a criação da Contribuição de Iluminação
Pública (CIP) para o município.
Renato
Fernandes – autor da ação, explicou à reportagem
de O Mossorense que a ação está fundamentada
no fato de que a sessão do Legislativo mossoroense
não obedeceu aos trâmites legais, de acordo
com o Regimento Interno da Casa.
Segundo
ele, além da convocação para a sessão extraordinária,
que ocorreu no dia 24 de dezembro do ano
passado, não ter sido estendida a todos
os edis que integram o Legislativo mossoroense,
o parecer da Comissão de Orçamento e Finanças
foi feito oralmente, “o que fere mais uma
vez o Regimento Interno da Câmara Municipal”.
Outro detalhe importante que ele enfatizou,
que por se tratar de uma matéria tributária,
só poderá vigorar um ano após a aprovação.
“Eu espero que esse detalhe não passe despercebido”,
observou.
O vereador,
que foi o único a entrar com pedido de anulação
da sessão que criou o tributo, fez questão
de destacar a atuação da Rede Resistência
de Comunicação (FM-93/jornal O Mossoroense).
Segundo ele, o trabalho realizado pelo sistema
de comunicação serviu para alertar a população
em relação a cobrança do imposto sobre a
conta de energia. Este jornal publicou durante
mais de um mês uma publicidade de página
inteira com a foto de cada um dos quatorze
vereadores que votaram favoráveis à criação
da taxa.
“Depois
do grande trabalho que O Mossoroense
e a FM-93 fizeram em relação a CIP,
eu acho difícil que os mesmos 14 vereadores
que aprovaram a taxa tenham coragem de aprová-la
novamente”, disse ele, mostrando-se convicto
que no caso de uma sessão para se votar
a matéria que foi enviada ao Legislativo
pela prefeita Rosalba Ciarlini, seja aprovada
novamente.
Agora,
de acordo com a decisão judicial, o presidente
da Câmara Municipal de Mossoró deverá marcar
uma nova data para que seja feita uma nova
apreciação e também uma nova votação do
projeto.
Além da
matéria que criou a CIP, tornaram-se nulos
os projetos de autoria do Executivo que
cria o Programa de Desenvolvimento Econômico
Integrado e Sustentável de Mossoró (PRODEM)
e também um projeto que autoriza o Poder
Executivo a alienar bens da municipalidade.
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