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Alunos
da rede estadual sofrem com a falta
de professores
A
falta de direção na Diretoria Regional de
Educação (DIRED) em Mossoró vem causando
sérios danos na rede estadual de ensino.
É que a entidade está sem comando desde
o início deste ano e os diretores de escolas
ficam de mãos amarradas porque não têm poder
de decisão.
Uma prova
do problema na rede estadual de ensino está
acontecendo em várias escolas mantidas pelo
Estado, como a Escola Estadual Aída Ramalho,
localizada no conjunto Walfredo Gurgel –
zona leste da cidade. Na instituição os
alunos reclamam da falta de professores
em várias disciplinas.
Segundo
a reclamação dos alunos, desde que as aulas
começaram, no dia 17 de fevereiro, não houve
um dia em que a carga horária de aulas fosse
preenchida. A escola está sem professores
para as seguintes disciplinas: Física, Química,
Biologia, Matemática, Inglês, Ensino das
Artes, Sociologia, Fisiologia, História
e Economia do Rio Grande do Norte.
CONFIRMAÇÃO
- O diretor da escola, Francisco Barbosa
Filho, confirma a reclamação dos alunos
referente à falta de professores. De acordo
com ele, a escola não tem autonomia para
adotar qualquer atitude. “Não podemos contratar
profissionais porque esse processo deve
partir da Dired e o que podemos fazer é
aguardar”, ressalta.
Simone
Costa Martins, 17, aluna do 3º ano do Ensino
Médio, diz que a falta de professores está
preocupando a todos. Ressaltando que não
há como se preparar para um vestibular se
as aulas não forem ministradas. “Tem dias
que não temos nenhuma aula e isso é um prejuízo
muito grande para nós, alunos”, desabafa.
Escola
Dix-sept Rosado está sem bebedouros
e sem teto
Os problemas
na rede estadual de ensino não param na
falta de professores. Na escola Estadual
Dix-sept Rosado, localizada na Avenida Alberto
Maranhão, bairro Bom Jardim, a situação
é ainda mais precária. Lá, os alunos, além
de enfrentar a deficiência de professores,
estão sendo privados de beber água devido
a quebra dos bebedouros.
Como se
não bastasse, em algumas salas o teto está
destruído impedindo que as aulas ocorram
nos dias de chuva. A escola também foi arrombada
e vários objetos como TV, geladeira foram
roubados. Para amenizar a situação, a direção
atual da escola reduziu dez minutos de cada
aula para que os alunos não sofram tanto
com a falta de água.
Na escola
Dix-sept Rosado, as aulas que deveria ter
sido iniciadas no dia 17, como havia sido
determinado no calendário letivo das escolas
mantidas pelo Estado, somente começaram
uma semana depois. Os estudantes do turno
noturno tiveram o início das aulas retardado
ainda mais porque a escola não dispunha
de luminárias.
Os alunos
que residem na zona rural também ainda não
tiveram acesso ao sistema de transporte
escolar. Até o final da semana passada o
setor ainda estava paralisado e muitos estudantes
estão impedidos de freqüentar as aulas por
falta de locomoção.
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