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Saúde
Mulheres
podem evitar câncer do útero identificando
HPV
Após as
celebrações em torno do Dia Internacional
da Mulher, mais do que nunca a Organização
de Saúde vem alertando a parcela feminina
da população contra as doenças sexualmente
transmissíveis, que incluíndo a AIDS, tem
afetado um número cada vez mais considerável
de mulheres - a sua maioria jovens.
Neste ano
de 2003, as discussões e esclarecimentos
se voltam tampbém para outra doença que
vem sendo motivo de várias exposições em
congressos nacionais da área ginecológica
e vem preocupando em números muitos médicos
na cidade de Mossoró bem como em todo o
país, mas que para as mulheres é , aparentemente
desconhecida.
Trata-se
do Câncer no Colo do Útero, uma doença que
atinge atualmente cerca de 7,5 mil mulheres
a cada ano no Brasil e os esclarecimentos
sobre essa doença ainda é pequeno junto
a grande maioria da população feminina hoje.
A doença
é provocada a partir de um vírus chamado
HPV - sigla inglesa que significa Vírus
Papiloma Humano. Atualmente existem 80 tipos
HPV e muitas pessoas podem ter um tipo diferente
de HPV e não desenvolver a ‘po câncer, porém
um destes tipos, ao atingir a mulher
provoca posteriormente o Câncer no Colo
do Útero.
O que muitas
mulheres não sabem é que o homem é o vetor
deste vírus que se instala na área genital
do homeme, mas que na maioria dos casos,
não causa problemas para ele. Através do
ato sexual, o HPV é passado para a mulher
que pode vir a desenvolver o câncer de vulva
ou útero caso não seja detectado com atendecedência
para a realização de um tratamento.
A prevenção
só pode ser feita com cuidados higiênicos,
uso de preservativo durante as relações
sexuais e principalmente com a visita regular
ao médico ginecologista para realizar os
Exames de Prevenção de doenças que pode
identificar os problemas ainda ‘embrionários’que
podem transformar-se numa doença muito mais
grave.
Como qualquer
vírus o HPV também não é eliminado do organismo
ou seja, não há como se destruir o vísrus
após contraído. Os tratamentos que existem
são justamente para melhorar o sistema himunológico
das muleheres fazendo com que os episódios
e lesões diminuam ou deixem cada vez mais
de acontecer.
Índices
de 2002 poderão apresentar aumento de pacientes
com HPV
Quando
se fala em trabalhos preventivos é justamente
onde uma grande parcela das mulheres em
Mossoró vem contribuindo para o aumento
das estatísticas de câncer uterino.
Segundo
o médico Ginecologista e coordenador dos
laboratóriso de Exames de Prevenção da Secretaria
Estadual de Saúde (II e IV Escritórios Regional
- ETAM), Leonardo Nogueira, em Mossoró são
realizados em termos de laboratórios particulares
e público apenas 6 mil exames/mês de pacientes
de Mossoró e de outros municípios vizinhos,
quando somente em Mossoró, no mínimo 12
mil mulheres deveriam mensalmente realizar
os exames.
Sem fechar
o relatório de 2002, o médico apenas afirma
que a quantidade deverá ser ainda mais significativa
se comparado com o ano de 2001.
A ausência
de medidas preventivas, de acordo com Leonardo
Nogueira está associada a muitos fatores
sociais, no entanto, nenhum é tão forte
quanto o fator cultural, a desinformação
das mulheres e o desinteresse pelos
problemas que a mulheres tem quando o assunto
envolve problemas originados por conta das
relações sexuais.
Diante
disto o médico revela números alarmantes
ainda não concluídos tanto para o município
quanto para os demais municípios ainda referentes.
São diagnosticados por mês uma média de
dez a quinze casos em mulheres que aparecem
nestas condições na cidade, fora as doenças
principiantes que sào comuns serem encontradas
nas mulheres que realizam os exames preventivos.
De 500 exames, 300 apresentam algum problema
inicial como as nickes, que são displazias
em três estágios - leve, moderada e grave
e as Cervicites.
“Com certeza
houve um crescimento no número de mulheres
com HPV em 2002, pelo que podemos perceber
o que é muito preocupante. Por isso encerramos
o ano nos preparando e aos profissionais
de saúde de 34 municípios para divulgarmos
e trabalharmos mais o HPV junto a população”,
explica Leonardo.
Homens
também podem identificar vírus HPV com
Peniscopia
No que
se refere ao HPV, as maiores barreiras são
a desinformação e a questão cultural de
homens e mulheres em não realizaerem exames
que identifiquem a doença antes que se torne
grave.
O médico
Leonardo Nogueira reforça que as mulheres
que realizam exames anualmente não desenvolvem
a adoença porque realizam o tratamento.
“O que
está havendo é que a questão cultural é
muito predominante. Pessoas que tem vergonha
de fazer exames ginecológicos ou que não
foram esclarecidas para frequentar o médico,
quando chegam ao consultório já apresentam
a doença. Isto é lamentável por que a questão
cultural ainda é muito forte. Infelizmente
quando alguém vem nestas condições nunca
realizou um exame preventivo, já chega com
situação grave”, explica Leonardo Nogueira.
Aos poucos,
o médico afirma que a barreira cultural
também vem sendo derrubada pelos homens.
Os homens
e parceiros sexuais já que são os vetores
do HPV devem realizar exames para identificara
a presença do vírus que se instala na glande
do pênis e podem identificar se são vetores
do HPV com o exame de Peniscopia. Segundo
ele, muitos homens já estão tomando a iniciativa
de realizá-lo, pondo a saúde à frente do
preconceito e da vergonha.
No que
se refere a barreira da informação, aos
poucos esta vem sendo derrubada. em 2003,
o Ministério da Saúde deverá enfatizar bem
o assunto do câncer do útero, provocado
pelo HPV e os médicos já são chamados a
colaborar, prestando informações em rádios,
jornais e revistas que cheguem à população.
Apoós a
realiação da campanha nacional ficou ao
encargo das associações médicas e administrações
municipais a preocupação no sentido de esclarecer
ainda mais a população e quase nenhuma no
sentido mobilizador foi feito.
No entanto,
a divulgação de informações ainda é o início
para o esclarecimento e que pode levar as
mulheres a realizarem os exames de prevenção.
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