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A
peleja dos cargos
Quem não
estiver por dentro da política mossoroense
imaginará que em novembro próximo serão
realizadas as eleições municipais. São inúmeros
os candidatos a candidato e os jornais e
rádio da cidade se encarregam da animação
dos noticiários. Na verdade, não se tem
certeza da chegada de todos os pretendentes
até as convenções partidárias que homologarão
os nomes que concorrerão aos diversos cargos.
A corrida
sucessória evitou que se projetasse a decisão
da governadora Wilma de Faria em relação
ao critério para o preenchimento dos cargos
de direção, anunciado no final de semana.
Com pequenas variações nas informações,
o grupo que apoiou Wilma desde a primeira
hora parece ter sido mais aquinhoado. E
a governadora encontrou a fórmula para justificar
sua decisão. Diferentemente dos governadores
anteriores, determinou que uma parcela das
indicações seria da responsabilidade
do seu gabinete, diminuindo a dos demais
pretendentes.
A nomeação
de pessoas para essas funções é muito
desgastante e faz parte do jogo dos que
estão no poder. Os cargos são poucos para
as centenas de candidatos. A divisão entre
grupos complica, pois sempre um deles encontra
uma maneira de infernizar a vida dos outros.
Enquanto isso, o eleitor fica na expectativa,
aguardando ser convocado para trabalhar
e termina por ficar descontente por não
ter sido prestigiado.
Para completar,
o gabinete da governadora informa que haverá
uma redução de 80 por cento das gratificações
concedidas pelo governo, desagradando mais
ainda ao correligionário que contribuiu
para a sua vitória. Garibaldi Filho fez
o mesmo, logo que assumiu o governo. Cortou
40 por centro das gratificações e provocou
um desgaste muito grande para as lideranças
políticas. Eliminar 80 por cento será um
ato de muita coragem da governadora,
que pretende economizar R$ 2 milhões na
folha de pagamento. E recebe o aplauso dos
que não têm acesso às funções, que aumentam
razoavelmente os salários.
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