Estudantes protestam na Câmara Municipal 

 

 

 

 

 

 



 

 PFL exclui militantes históricos e vereadores da sua
executiva municipal

Chico Borges: militante histórico excluído da executiva do PFL localA convenção municipal do Partido da Frente Liberal (PFL), que ocorreu no último sábado e reconduziu o ex-deputado Carlos Augusto Rosado à presidência da agremiação partidária em Mossoró, causou reações contrárias à composição do diretório em diversas alas ideológicas do pefelismo local.

Em contato com a reportagem de O Mossoroense, desde o último sábado pessoas com ligação histórica junto ao PFL expressaram a sua indignação, com o que foi denominado pela maioria como “mais uma das artimanhas de Carlos Augusto”.

O que chamou a atenção dos militantes pefelistas é que pessoas que há muito tempo não participam das movimentações políticas no município, foram indicadas para ocupar cargos importantes na executiva da sigla, enquanto lideranças que possuem mandato eletivo foram preteridas da indicação para ocuparem posição de destaque no comando pefelista mossoroense.

“Nós já estamos acostumados com isso”, desabafou o vereador Pedro Edílson – um dos principais defensores do situacionismo local na Câmara, durante entrevista a órgãos de comunicação do município, logo após a convenção do PFL, ao ser indagado sobre a exclusão de vereadores do partido para compor o diretório da legenda.

Outro edil pefelista, que preferiu omitir a sua identificação, questionou a cobrança pela fidelidade partidária por algumas siglas, incluindo o Partido da Frente Liberal. “Como é que eles podem falar em fidelidade dos políticos, se não existe por parte do comando do partido uma fidelidade junto aos vereadores. Dessa forma é impossível que as lideranças marchem de forma unida”, relatou um edil governista, assegurando – ao contrário do que foi dito pelo tesoureiro do PFL, Manoel Mário, que os vereadores do PFL não foram comunicados da realização da convenção do partido.

Um nome importante dentro dos quadros do PFL mossoroense, o ex-vereador e presidente da Fundação Municipal de Geração de Emprego e Renda (FUNGER), Francisco Borges da Silveira, o “Chico Borges”, também foi uma ausência notada pela militância do partido. Integrante histórico e aliado fiel do casal Carlos Augusto/Rosalba Ciarlini, Chico Borges não foi sequer convidado para ocupar cargo de suplência na executiva do PFL. “Isso mostra a consideração que o comando do partido tem com os seus aliados mais tradicionais”, comentou um edil pefelista, sem esconder a insatisfação com relação a direção local do partido controlado no Estado pelo senador José Agripino.

 

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Mossoró-RN, terça-feira, 11 de março de 2003