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Porque
morre e de que se morre
No atual
estágio o governo federal já celebrou os
primeiros empréstimos externos previstos
para os programas sociais a serem postos
em prática pelo governo Lula. Nesse caso,
estarão envolvidos o Ministério das Cidades
e o Banco Interamericano de Desenvolvimento
(BID) e o Banco Mundial (BIRD). A determinação
partida do novo governo é recuperar o tempo
perdido visto que desde 1997 o Programa
de Ação Social em Saneamento (PAS) vem sofrendo
sucessivos adiamentos justamente porque
o governo federal não apresenta a sua contrapartida.
Mas, o
fato de se anunciar para os próximos dias
a sua colocação na prática já é algo de
muito promissor, pois estamos diante do
espectro da miséria representado pela fome,
falta d’água e de esgotos em diferentes
regiões do Brasil. E esse é um cenário que
necessita ser revertido imediatamente a
qualquer custo. O somatório de variáveis
econômicas e sociais estabelece os parâmetros
abaixo da linha de pobreza porque tanto
nos debatemos no nosso país.
O financiamento
de 600 milhões de reais vai permitir o fornecimento
de água tratada e a coleta de esgotos em
cerca de 1.694 cidades brasileiras com populações
que oscilam entre 15 mil e 75 mil habitantes.
O BID financiará 50 por cento do programa,
a União 25 por cento e os municípios entrarão
com os demais 25 por cento. E no meio disso,
está a nossa sofrida região Nordeste que
vai receber a maior parte dos financiamentos,
pois é aqui que proliferam as mais diferentes
doenças.
Certamente
que um investimento desse porte refletirá
sobre as estatísticas da mortalidade infantil
causada pela diarréia, cólera e esquistossomose.
E mais uma vez nós nordestinos pagamos um
pesado ônus por isso, pois 44,4 por cento
das mortes infantis na nossa região são
ocasionadas por esses fatores enquanto a
média nacional é de pouco mais de 29 por
cento.
É deveras
salutar essa posição do governo Lula priorizando
investimentos nessa área, pois os motivos
estão vistos aí. O Brasil precisa, antes
de mais nada, de ter saúde.
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