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DEC
Quando
assumiu o Ministério de Minas e Energia,
Dilma Roussef precipitou-se, ao afirmar
que uma nova refinaria de petróleo deveria
ser instalada no Nordeste. Com isso, declarou,
estariam sendo diminuídas as diferenças
entre os Estados do sul e outros de regiões
menos desenvolvidas, como sendo orientação
do novo presidente da República, Lula da
Silva. Pouco tempo depois, sentiu a pressão
política dos Estados mais poderosos e não
consegue, ao menos, tomar partido em favor
do Nordeste.
A decepção
da bancada do Nordeste na Câmara dos Deputados
foi grande, ao ouvir da ministra que ainda
não é possível fazer essa definição. O argumento
usado foi o de que os lucros de uma refinaria
são muito pequenos, e a Petrobras não pode
assumir um papel inviável. Deve haver respeito
aos seus acionistas. Falou parecido com
os representantes do capitalismo, deslocando
o social para um segundo plano. A lucratividade
da empresa está sendo colocada em primeira
ordem, o que leva a crer ser melhor a desestatização
plena.
Mesmo com
dificuldades, a ministra provou ser boa
argumentadora e possuidora de jogo de cintura.
Criticou o Gerente Regional por haver declarado
que a refinaria ficaria no sul do país.
Confirmou que outras regiões também estão
no páreo e que a decisão será mais para
o lado técnico. Repetiu o que se escuta
há muito tempo. Por isso mesmo, o governo
de Pernambuco iniciou um trabalho de aproximação
com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez,
na tentativa de sensibilizá-lo na construção
de uma refinaria naquele Estado.
José Eduardo
Dutra, ex-senador e presidente da Petrobras,
não conseguiu a mesma performance da ministra.
A experiência adquirida como senador não
serviu para facilitar o diálogo com os deputados
nordestinos. Mesmo assim, os parlamentares
consideraram o encontro válido, por mostrar
a necessidade de uma mobilização mais consistente.
Caso contrário, o Nordeste, mais uma vez,
estará na desvantagem. Além do mais, existe
a briga interna, dos Estados nordestinos
disputando, entre si, pela conquista desse
investimento.
AUMENTO
Teria sido
melhor para o governo anunciar um aumento
do funcionalismo entre 4% e 13,23% que divulgar
1%, com adicional de R$ 60,00, a partir
de maio. O desgaste, certamente, teria sido
menor.
DIFICULDADE
Lula, antes
de eleito, defendia o reajuste integral
do salário, conforme a inflação. Se a inflação
voltou, dizia ele, a culpa não é dos salários.
Agora, diz que o aumento concedido é o que
o governo pode pagar.
INDICAÇÕES
Começou
a indicação de cargos no governo federal,
por indicação do PMDB. No Ceará estão
os primeiros nomes. Por analogia, outros
Estados nordestinos estarão nas páginas
do Diário Oficial da União.
SEMELHANÇA
Mais uma
semelhança entre os governos Lula/FHC. Nos
cem primeiros dias de governo a popularidade
de Lula caiu para 44%. A queda de FHC, no
mesmo período, foi para 42%.
AGRIPINO
Correligionários
do senador comemoram o fato de José Agripino
ser o político, atualmente, com mais força
junto ao governo Wilma de Faria.
Finalmente,
começaram as indicações para os cargos estaduais
em Mossoró. Foram mais de três meses de
prejuízo para essas repartições.
A mamona
poderá ocupar lugar de destaque na economia
norte-rio-grandense. Ivanilson Araújo e
Jorge Araújo, ex-secretário de Agricultura
do Estado de Sergipe, saíram satisfeitos
de audiência com o presidente da Petrobras.
Associação
de Hospitais de Mossoró reuniu-se com os
planos de saúde para revisão das tabelas
no atendimento médico. Os preços praticados
estão aquém do serviço prestado. Tudo dentro
de um clima de perfeito entendimento.
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