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Denúncias
contra João Pedro repercutem em todo
o Estado
LUÍS
JUETÊ Da Editoria de Política
A
informação veiculada na edição de ontem,
onde o promotor de justiça – Pedro Lopes,
do município de Guamaré, afirmou que as
denúncias envolvendo o prefeito João Pedro
Filho (PFL), acusado pelos vereadores Carlos
Alberto Câmara, Hélio Wilany Fonseca e Claudionor
Vieira, ambos do PMDB, no dia 18 de abril
do ano passado, repercutiram negativamente
em todo o Vale do Assu.
João Pedro
Filho, de acordo com o dossiê, é acusado
de superfaturar obras e serviços da prefeitura,
além de licitações viciadas, enriquecimento
ilícito, sonegação fiscal, favorecimento
de familiares e amigos e também formação
de quadrilha. Além de processos tramitando
no Ministério Público de Macau e no Tribunal
de Contas do Estado (TCE), também se encontram
em fase de tramitação processos contra João
Pedro no Tribunal de Contas da União (TCU)
por má gestão de recursos públicos.
Mesmo tentando
contato permanente com o chefe do Executivo
de Guamaré, O Mossoroense foi informado,
inclusive, por pessoas ligadas a João Pedro
Filho, que ele vem cogitando a possibilidade
de pedir afastamento ou até mesmo renunciar
ao cargo de prefeito de Guamaré.
“Quando
vieram à tona todas essas denúncias, ele
chegou a consultar os aliados sobre a possibilidade
de renunciar, mas foi orientado a ter calma.
Mas agora com essa questão vindo à tona
novamente o assunto deverá ser discutido
de novo”, revelou um auxiliar de segundo
escalão do Executivo de Guamaré no final
da manhã de ontem, em contato com O Mossoroense.
ROYALTIES
– Além das denúncias de beneficiamento de
familiares com obras superfaturadas realizadas
por construtoras de propriedade de familiares
e aliados do situacionismo municipal, João
Pedro também está sendo acusado, de acordo
com documentos encaminhados ao Ministério
Público, de desvio de recursos do royalties.
“Ainda
e somente com recursos dos royalties foi
destinado a pagamento para a Construtora
Lopes Ltda o valor de R$ 120.500 pela construção
de 591 metros de muro de arrimo na entrada
da cidade, que não possui esta dimensão,
além de R$ 128.000 por três mil e cem carradas
de piçarra colocadas na estrada do distrito
de Mangue Seco de Baixo, serviço este comprovadamente
inexistente”. As revelações estão incluídas
no dossiê elaborado pelos edis Carlos Alberto
Câmara, Hélio Wilany Fonseca e Claudionor
Vieira, no dia 18 de abril do ano passado.
A Construtora
Lopes Ltda é de propriedade do vereador
e aliado político Nelson Fonseca, que é
controlador de três empresas, sendo que
uma delas não possui registro na Junta Comercial
e que tem sido usada para fraudar o erário
público municipal de Guamaré. Em certo trecho
do dossiê, os vereadores revelam indícios
fundamentados de irregularidade envolvendo
a construtora. “A Construtora Lopes Ltda,
de propriedade do vereador (Nelson Fonseca),
detém inexplicavelmente dois registros de
Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ),
de números: 01.866.475/0001-28 e 02.512.665/0001-00,
e é representada nas concorrências públicas
abertas pela prefeitura de Guamaré pelo
senhor Carlos Simplício da Silva, que coincidentemente
vem a ser o sogro da tesoureira da prefeitura,
Rizonete Silva, sobrinha do prefeito João
Pedro”.
Todos os
elementos contidos no dossiê contra o prefeito
João Pedro Filho estão sendo minuciosamente
analisados pelo Ministério Público de Macau.
Mesmo a Promotoria de Justiça evitando antecipar
qualquer decisão judicial, a possibilidade
do prefeito de Guamaré ter o seu o mandato
cassado e tornar-se inelegível é iminente,
segundo especialistas neste tipo de caso.
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